sexta-feira, 4 de agosto de 2017

É Proibido Fumar





Lado A
  1. É Proibido Fumar (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  2. Um Leão Está Solto Nas Ruas (Rossini Pinto)
  3. Rosinha (Oswaldo Audi / Athayde Julio)
  4. Broto Do Jacaré (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  5. Jura-Me (Jovenil Santos)
  6. Meu Grande Bem (Helena dos Santos)

Lado B
  1. O Calhambeque (Road Hog) (Gwen/John D. Loudermilk/Erasmo Carlos)
  2. Minha História De Amor (José Messias)
  3. Nasci Para Chorar (Born To Cry) (Dion DiMucci/Erasmo Carlos)
  4. Amapola (Lacalle/Roberto Carlos)
  5. Louco Não Estou Mais (Erasmo Carlos/Roberto Carlos)
  6. Desamarre O Meu Coração (Unchain My Heart) (A. Jones/F. James/Roberto Carlos)

Para mim esse é o primeiro disco de rock no Brasil. Embora desde 1959 o mercado fonográfico vinha buscando consolidar a música jovem em terras tupiniquins, depois do estouro por aqui de nomes como Elvis Presley, Bill Halley, entre outros, vários discos com o estilo “música jovem” vinham sendo gravados. Nomes como Celly Campelo, Nora Ney, Sérgio Murillo, já estavam gravando seus rocks há alguns anos. A mídia mais imediata era o compacto. 
Esse disco foi lançado em Julho de 1964. Se pensarmos na carreira do Roberto apenas em LPs, temos com clareza que o anterior “Splish Splash” era totalmente diferente do “Louco Por Você”. Apesar de no “Splish Splash” ter rocks como “Parei Na Contramão”, “Na Lua Não Há”, “Professor De Amor” versão para “I Gotta Know” gravada pela Wanda Jackson em 1956, pelo Cliff Richard em 1959 e pelo Elvis Aaron Presley em 1960, “É Proibido Fumar” é o disco que consolidou o Roberto como cantor de rock.
As guitarras estão bem mais definidas nesse disco. A faixa título é um recado para todos os fumantes e nessa categoria inclui esse que vos escreve. Interessante até falar sobre isso pois quando eu comecei a fumar, em 1992,  uma das coisas que me chamaram atenção eram realmente os avisos no metrô, nos ônibus, em lugares como repartições públicas e na época eram apenas nesses lugares. Nos anos 90 ainda haviam comerciais de cigarros na TV. De alguns anos pra cá já “É Proibido Fumar” em tudo que é lugar, restaurantes, bares, botecos, teatro, casas de shows, casas noturnas, agência bancária, o que eu acho bem certo, pois permite que não sejamos inconvenientes ao fumar perto de quem não fuma, e pra terminar: Fumar não tá com nada mesmo!!! Pretendo parar esse ano. Termina um rock, já começa outro. “Um Leão Está Solto Nas Ruas” na versão mono do LP vinha o rugido de um leão. Aqui acho que foi usada a técnica do “cineminha” descrito por Erasmo no especial do Roberto em 1998 para a TV, em que eles falavam de um dos processos de compor. “Rosinha”, se não me engano traz o primeiro assobio de Roberto Carlos em um disco, um ano antes de “Não Quero Ver Você Triste”.  “Broto do Jacaré” eu ouvi pela primeira vez em uma rádio, muito antes de conhecer esse disco e para mim é uma das músicas mais rocks do disco, podendo ser considerada uma surf music. “Jura-Me” e “Meu Grande Bem” tem uma pegada mais suave e encerram o lado A. O lado B já começa com o maior sucesso desse disco “O Calhambeque”. Calhambeque virou marca registrada do Roberto. A canção foi revisitada em um especial de fim de ano onde Erasmo da sala técnica coloca o disco com a música Calhambeque perguntando a Roberto, no estúdio pronto pra gravar, se ele (se lembrava daquela gravação). “Louco Não Estou Mais” seria uma afirmação de ter escolhido o ritmo certo, o rock. Na letra Roberto dá uma revisitada em temas das últimas canções gravadas. “Desamarre O Meu Coração” versão para o sucesso “Unchain My Heart” na voz de Ray Charles encerra o disco que foi o primeiro disco realmente de rock do Roberto. 
Em outubro de 1964 seria lançado um disco Roberto Carlos Canta A La Juventud com esse repertório em espanhol. Esse também é raro encontrar em vinil hoje em dia por um preço acessível. 

Bem vocês me desculpem, mas agora eu vou me embora. Existem mais uns três ou quatro discos, nacionais a serem comentados aqui no Súditos. Vou deixar por último o Splish Splash que foi o último que eu comprei e com ele terminei minha coleção nacional dos LPs. Não, não tenho o Louco Por Você, nem o Canciones Que Amo, mas comentarei nas próximas semanas.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

O Disco de 1970




Lado A
  1. Ana (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  2. Uma Palavra Amiga (Getúlio Côrtes)
  3. Vista A Roupa Meu Bem (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  4. Meu Pequeno Cachoeiro (Raul Sampaio)
  5. O Astronauta (Edson Ribeiro/Helena dos Santos)
  6. Se Eu Pudesse Voltar No Tempo (Pedro Paulo/Luiz Carlos Ismail)
Lado B
  1. Preciso Lhe Encontrar (Demetrius)
  2. Minha Senhora (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  3. Jesus Cristo (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  4. Pra Você (Silvio César)
  5. 120... 150... 200 KM Por Hora (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  6. Maior Que O Meu Amor (R. Barros)
A transição iniciada em 1968 chegaria ao ápice nesse disco. A tão cultuada fase Black do rei. Uma pessoa que não conhecesse a obra do Roberto (se é que essa pessoa existe) tomaria um susto em ouvir o Roberto da Jovem Guarda do disco “Canta Para A Juventude de 1965” e esse por exemplo. Os arranjos estão mais encorpados, com a orquestra bem em evidência. Nas letras, temas mais adultos, desde “Uma Palavra Amiga” aquele momento em que a gente realmente precisa escutar de um amigo, a vontade de sumir e ser por um momento um “Astronauta” (... pra viver sempre no espaço e não voltar) e o mundo que se dane aqui embaixo, quem nunca pensou nisso? O clássico “Pra Você” é um dos grandes momentos do disco. Em “Preciso Lhe Encontrar” sinto uma leve semelhança com “Edge Of Reality” que Elvis canta no filme “Live A Little, Love A Little” de 1968. “Se Eu Pudesse Voltar No Tempo” de Pedro Paulo e Luiz Carlos Ismail, o Luiz Carlos está com o Roberto desde a Jovem Guarda e até hoje faz parte do coral do rei. Em “Vista A Roupa Meu Bem” a música ao estilo dos anos 20 é revisitada, assim como em “Oh Meu Imenso Amor” do disco anterior de 1969. “Maior Que O Meu Amor” fecha o disco com chave de ouro. Na foto da capa vemos o Roberto dos anos 70, a foto lembra um pouco o estilo da foto do disco de 1966, mas aqui Roberto está bem diferente. “Meu Pequeno Cachoeiro” saiu em compacto no ano de 1971, somente com voz e violão. Em 1971 saiu um livreto com o título “Roberto Carlos – As Canções Que Eu Mais Gosto” e algumas desse disco são comentadas pelo próprio Roberto. Na sequência abaixo disponibilizamos o livro página por página. 

















sexta-feira, 14 de julho de 2017

Pra Sempre Ao Vivo No Pacaembú 2004




  1. Abertura
  2. Emoções
  3. Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo
  4. Amor Perfeito
  5. Café Da Manhã
  6. Detalhes
  7. Ilegal, Imoral ou Engorda
  8. É Proibido Fumar
  9. O Calhambeque
  10. O Cadillac
  11. Acróstico
  12. Por Isso Corro Demais
  13. Como É Grande O Meu Amor Por Você
  14. Olha
  15. Os Seus Botões
  16. Outra Vez
  17. Pra Sempre
  18. Força Estranha
  19. Cavalgada
  20. É Preciso Saber Viver
  21. Despedida
  22. Coração
  23. Jesus Cristo
Show do Roberto Carlos, eu mesmo fui a poucos. Fui em um na Praia Grande em São Paulo, um show que peguei já na metade, mas o único em que vi a excelente versão de “O Charme Dos Seus Óculos” ao vivo, não me lembro exatamente o ano desse show. Em 1998 vi o show no Ginásio do Ibirapuera, em 2001 lembro-me de ter visto outro na praia com amigos e esse de 2004 que originou a gravação em CD e DVD.
Vi da arquibancada, porém de frente para o  palco. Hoje em dia com a tecnologia dos telões de alta definição, ficar longe é só um detalhe. O show começa com o maravilhoso tema de abertura do maestro Eduardo Lages. Roberto entra sorrindo e canta “... Por séculos, milênios, dimensões, qualquer lugar / somos um do outro e assim sempre será / nada vai mudar / a gente vai se amar / pra sempre.” E já começam as primeiras notas da introdução de “Emoções”. Roberto fala da primeira vez em que canta no Estádio do Pacaembú e segue um texto escrito do show Pra Sempre (nome do disco do ano anterior de 2003). Destaques do show  são a nova versão de “Ilegal, Imoral ou Engorda” de 1976, uma versão nova e mais pesada de “É Proibido Fumar”, “O Cadillac” em que Roberto coloca no palco um cadillac vermelho e o público vibra. Logo em seguida vem “Acróstico” com Roberto ao piano e depois começa um pout pourri com músicas da Jovem Guarda e dos anos 70. Na sequência vem “Pra Sempre”, “Força Estranha” com o arranjo do disco ao vivo do ano de 2002, “Cavalgada” com o arranjo em que eu fiquei completamente boquiaberto da primeira vez que assisti no especial de 1988, poderia ter saído no disco Ao Vivo de 1988, sempre fui fã desse arranjo. “É Preciso Saber Viver” Roberto canta “Quem espera que a vida / seja feita de ilusão...” e diz “TÁ FRITO!!!!” e continua com a música gravada em 1974. “Despedida”, “Coração” e “Jesus Cristo” encerram o show mas com certeza deixa muitas recordações. Lembro de combinar com a namorada de irmos, do caminho que fizemos, de descer a ladeira ao lado do estádio, (eu já tinha ido lá uma vez para assistir um Hollywood Rock em 1993 ou 1994), ao nosso lado na arquibancada gente de todas as idades, família, entre tantas pessoas um menino de uns sete ou oito anos olhava em direção ao palco e nem piscava... É difícil tentar escrever sobre um show, mas lembro de cada detalhe. Lembro de estar na casa de um amigo dias depois e comentado que eu tinha ido ao show do Pacaembú. Grande alegria foi ouvir do meu amigo: “Legal!! Li no jornal hoje que vai sair em DVD e CD.”.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O Disco Acústico de 2001




  1. Além do Horizonte
  2. As Curvas da Estrada de Santos
  3. Parei Na Contramão
  4. Detalhes
  5. Por Isso Corro Demais
  6. É Proibido Fumar
  7. Todos Estão Surdos
  8. Eu Te Amo Tanto
  9. O Grude (Um do Outro)
  10. Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo
  11. O Calhambeque
  12. É Preciso Saber Viver
  13. Emoções
  14. Jesus Cristo
Corria o ano de 2001 e Roberto tinha lançado no final do ano anterior o disco “Amor Sem Limite”. Por acaso descobri o programa de rádio “As Canções Que Você Fez Pra Mim”, apresentado pelo seu filho Dudu Braga. Se me lembro bem, o programa era por volta das 5 horas da manhã em uma rádio FM. Um dia lá estava eu, deitado, ouvindo o programa de fones de ouvido e ouço falar em Acústico!!! A espera foi grande.
O formato “Acústico” tinha sido plantado com sucesso em 1968, quando Elvis Presley voltava a TV pela NBC com o Comeback Special dirigido pelo Steve Binder. A MTV fez o primeiro Unplugged em 1989. Em 1990 a MTV Brasil também começava com a série “Acústico” com bandas e artistas nacionais. A ideia de Roberto Carlos fazer um programa “Acústico MTV” foi de sua esposa Maria Rita.
O show foi gravado no Rio de Janeiro nos dias 8 e 9 de Maio de 2001 no pólo de cinema no Rio de Janeiro. Aquele ano só se falava em Roberto Carlos na MTV, lembro-me de ter visto naquela época entrevista com a Chris Couto, entrevista essa que procurei por muito tempo se alguém tinha em DVD. Hoje escrevendo essa postagem em 27 de Junho de 2017, pesquisando, descubro que ela está no you tube desde dezembro do ano passado. Grande presente para os fãs.
Mas a queda de braço da Globo com a MTV fez do final do ano de 2001 uma verdadeira novela de expectativa. A MTV não poderia exibir o programa. A Globo até chegou a mandar os maquinários para registrar uma ou outra música do programa, mas a MTV barrou a Globo na porta. O CD saiu, mas o DVD não. As imagens do programa da MTV só seriam reveladas em 2002 no lançamento do DVD, que foi retirado de catálogo rapidamente. Dias antes a MTV colocou uma equipe nas ruas e com Roberto Carlos Acústico tocando e perguntando se as pessoas sabiam de quem era aquela voz e o que achavam do Roberto Carlos gravar um acústico. A Globo tentou “recriar” o Acústico no especial de fim de ano do Roberto. Com tudo isso acontecendo ainda tivemos a chance de ver Roberto lançando o disco no Faustão naquele ano de 2001. Além disso, a MTV lançou o clipe “Todos Estão Surdos”, porém com um ator no centro da cidade.
O disco “Acústico” foi um sucesso de vendas. É um marco importante na carreira do Roberto. Ainda ficaram de fora as canções Olha e Eu Quero Apenas. O show ainda conta com as participações de Tony Bellotto dos Titãs, Samuel Rosa do Skank e Milton Guedes.