terça-feira, 10 de novembro de 2015

O disco Pra Sempre de 2003 - por Renato Giannerini


A postagem a seguir é de autoria do amigo Renato Giannerini.

Olá súditos do RC, aqui quem lhes escreve é o Renato Giannerini, amigo do nosso Baratta e hoje resolvi falar um pouco do álbum “Pra Sempre” lançado em Dezembro de 2003. Lembro tão bem quando minha mãe ganha uma embalagem personalizada da Nestlé do RC, mas depois minha mãe desfez. E lá vamos nós !
Comentário Inicial: Em 2003, Roberto grava um álbum dedicado a sua esposa Maria Rita, falecida em 1998.

01-Pra Sempre (Roberto Carlos): Faixa destaque relata uma recordação ente os pombinhos, sempre será marcado. Como diz em uma celebração de um casamento: ”Mesmo que a morte nos separe”, e o Roberto foi inspirador demais neste ponto.

02-Todo Mundo Me Pergunta (Roberto Carlos): As coisas mais lindíssimas que acontece num momento de romance é que há algumas pessoas que perguntam se você tá namorando ou tá ficando. Mas o foco é a sua amada e tanto que diz em forma de carinho : ”Ela é minha vida, ela é meu amor, eu só penso nela, seja onde for”. É uma forma carinhosa de devoção a sua amada, em forma de canção. E os arranjos de Eduardo Lages, ficaram sobressalentes, equilibrados e definidos.

03-Acróstico (Roberto Carlos) : O Roberto, inspira na sua mulher que tanto amou verdadeiramente. O Acróstico diz: “Maria Rita Meu Amor”, cada letra, tem um verso e ele faz com qual zelo e emoção, que chega a emocionar a qualquer um.

04-Com Você (Roberto Carlos) : Ficou meio parecido até com a música “Pra Você” em  1970, e vejam só: A Letra fala de um só amor, e uma declaração sem fim, descrevendo um amor verdadeiro, puro, equilibrado... Um dos mais lindos amores que ninguém consegue ter.

05-O Encontro (Roberto Carlos) :  Todo o álbum que o Roberto fez é dedicado a Maria Rita, e este é mais ligado a ele. Quem não ficou alegre ao celebrar o primeiro encontro?! Quando estão enamorados, há aquelas festas bonitas, e a dupla apaixonada é conduzida aos atos do selo de uma dança lenta e bem aconchegante.

06-Como Eu Te Amo (Mauro Motta-Carlos Colla) : A Letra diz a incondicional vontade de amar. Aquele que não ama a sua amada não é considerado um homem, mas sim um rato. Um verdadeiro amor não desiste de nada, tem sua felicidade batendo a sua porta e emoções, romances, paixões, loucuras, podem surgir no decorrer deste amor que é descrito aos poucos.

07-O Cadillac (Roberto Carlos-Erasmo Carlos) : Depois do sucesso “O Calhambeque”, lá vem o Cadillac e com razão. Descreve a potência de um carro que serve pra dar um namoro pra viajar onde quiser, voltando aos áureos anos 60.

08-Seres Humanos (Roberto Carlos-Erasmo Carlos) :Um “rap” considerado uma verdadeira relação entre o ser humano, onde vive, onde está, como se porta, como trabalha.

09-História de Amor (Lula Barbosa-Pedro Barezzi) : Uma letra bem elaborada, inovadora, descrevendo um amor bem continuo, profundo, bonito de se viver.

10-Eu Vou Sempre Amar Você (Eduardo Lages-César Augusto) : Eu acho que pra fechar um álbum nada mais do que uma boa inspiração pra quem sempre ama, e nunca deixará de amar aquela pessoa que pensa todos os dias.


Comentários finais: Embora o disco todo tenha sido um sucesso, na realidade penso assim: Até neste período considero o mais romântico de todos. Sugeriria a versão em Vinil que cairia muito bem com todo o cuidado e qualidade do RC. Bem, espero que tenham gostado, e obrigado ao mano Baratta por ter me convidado pra escrever em seu blog.

Renato Giannerini

Um comentário:

  1. Grande Renato, obrigado por colaborar com um texto sobre o disco Pra Sempre de 2003 que faltava por aqui.
    Bom, o Pra Sempre é um baita disco que eu gosto muito. O show passou a se chamar Pra Sempre. No show do Pacaembú logo no começo Roberto já cantava os versos “Por séculos, milênios, dimensões, qualquer lugar...”.
    A faixa título tem o estilo jazz que Roberto fez em Música Suave, Amante À Moda Antiga, Emoções, entre outras. No especial de 2003 ele aparece como crooner, o clipe lembra um pouco o clipe de Se Você Disser Que Não Me Ama do especial de 1988. Todo Mundo Me Pergunta, se não me engano Roberto cantou no show de 450 anos de São Paulo. Uma grande música. Acróstico é uma das maiores declarações de amor que eu já vi. O Cadillac dispensa apresentações. Ao vivo durante o solo dos metais, as luzes todas do palco apagavam e quando Roberto voltava cantando aparecia atrás dele um cadillac inflável igualzinho o cadilac que ele anda pelo Rio de Janeiro às vezes. Seres Humanos eu gostei muito desde a primeira vez que ouvi. Assim como ele fez em “120... 150... 200km por hora” e “Todos Estão Surdos” Roberto declama a letra da música e canta o refrão. É uma das mais emblemáticas letras que ele já fez com o Erasmo e nos leva a uma grande reflexão.

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