quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Roberto Carlos Canta Para A Juventude - 1965


Roberto Carlos canta para a Juventude 1965
Lado 1
1. "História de um Homem Mau (Ol´ Man Mose)" (Louis Armstrong / Zilner Randolph / Vrs. Roberto Rei)          
O disco começa com essa música que conta a história de um rapaz que tinha a fama de ser mau. A música vai subindo de tom gradativamente. A letra meio suspense vai ganhando clima e a banda vai ficando mais agressiva. As guitarras já dão uma ideia do que virá ao longo do disco. A música seria meio que revisitada no disco seguinte Jovem Guarda em O Velho Homem do Mar.

2. "Noite de Terror" (Getúlio Cortes)    
Mais uma música de suspense na voz de Roberto. A introdução é uma guitarra bem distorcida e um grito. “Um trago de whisky para me aquecer”  ajuda a ler o bom livro, mas uma mão gelada bate em seu ombro e era o Frankstein. A letra é uma grande sacada de Getúlio Cortes. A banda descrita pelo menos no wikipedia seria composta por Roberto Carlos guitarra e voz, Lafayette órgão e Black Jets em todos os instrumentos.

3. "Como É Bom Saber" (Helena dos Santos)    
Depois da história do Homem Mau e da aventura em Noite de Terror, o romantismo dá as caras em Como É Bom Saber. Mesmo sendo uma música de amor que exalta o amor recém chegado a banda ataca divinamente. Um coral de fundo, Roberto não usava coral em todas as canções. Lembra bastante as gravações feitas por Elvis Presley com os Jordanaires.

4. "Os Sete Cabeludos" (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)           
Essa foi uma música que eu fiquei louco desde a primeira vez que eu ouvi. A história de ciúme,  briga e pouco caso de Lili é contada nessa canção com uma baita presença de guitarras, um violão gostoso de fundo. A música foi regravada pelo Ultraje a Rigor com o nome de os 4 cabeludos. Muito circulou pela internet a versão de Os Sete Cabeludos com os efeitos sonoros de um verdadeiro quebra pau, tudo isso dentro do estúdio, imagine a bagunça.

5. "Parei... Olhei" (Rossini Pinto)             
Os solos de sax e órgão bem divididos nessa música que conta a história de um amor à primeira vista encontrado num dia qualquer, mas que mudaria a vida do pretendente que até pensou em colocar anúncio no jornal para achar o broto.

6. "Os Velhinhos" (José Messias)
Amor infinito enquanto dure. Quando a velhice chegar, coisas que os jovens geralmente nem pensam muito, creio que naquela época muito menos. Pelo menos os jovens daquela época pensavam em casar, constituir família... Enquanto hoje em dia...      
       
Lado 2

1. "Eu Sou Fã do Monoquini" (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
A música pra mim segue um pouco o arranjo da Calhambeque do disco anterior, mas a letra é totalmente diferente, a proposta da música é outra. E pra finalizar, o violão bem em evidência.

2. "Aquele Beijo Que Te Dei" (Édson Ribeiro)   
Praticamente todo disco do Roberto nos anos 60 são na realidade Greatest Hits, pois todas as músicas são conhecidas. Creio que não teve música que não foi exaustivamente ouvida pelo público. Aquele Beijo Que Te Dei é um romantismo com bastante presença de guitarras e órgão.

3. "Brucutu (Alley-oop)" (Dallas Frazier / Vrs. Rossini Pinto)      
Brucutu saiu dos quadrinhos e foi parar no disco do Roberto. Esse talvez seja um dos discos em que há maior diversidade de temas das letras das canções.

4. "Não Quero Ver Você Triste" (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)          
Roberto não canta. Declama a letra da canção.  

5. "A Garota do Baile" (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)              
Essa música Roberto conseguiu passar o clima de salão de baile, não há como ouvir essa música e não sentir o clima de um salão de baile com essa música tocando.

6. "Rosita" (Francisco Lara / Jovenil Santos)
Grande música de Francisco Lara e Jovenil Santos onde está bem em evidência a guitarra e gaita. Fica a dúvida se a gaita é tocada pelo próprio Roberto.
Bem amigos súditos, depois de um tempinho de férias, resolvi postar aqui. Hoje venho falar sobre um disco que sempre gostei muito. A começar pela energia das músicas do disco. Ele foi lançado em Abril de 1965, um pouco antes do começo do programa estrear na TV Record. As guitarras estão mais agressivas, a banda está redonda, está um relógio.




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