terça-feira, 8 de abril de 2014

O DISCO DE 1991

01 – Todas as manhãs (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
02 – Primeira Dama (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
03 – Se Você Quer (Si Piensas... Si Quieres...) Roberto Livi/Alejandro Vezzani
        Adaptação para o Português (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
04 – Não me Deixe (Marcos Valle/Carlos Colla)
05 – OH, OH, OH, OH (Roberto Livi/Salako)

Lado B
01 – Luz Divina (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
02 – Pergunte Pro Seu Coração (Michael Sullivan/Paulo Massadas)
03 – Diga-Me Coisas Bonitas (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
04 – Mudança (Biafra/Nilo Pinta/Aloysio Reis)

Lado A

01 – Todas as manhãs (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo de Base: Ary Sperling/Arranjo de Cordas: Charlie Calello
Roberto abre o disco de 91 com essa canção que envolve toda pessoa que a escutar. A letra da dupla fala das lembranças da pessoa amada, lembranças que nos acompanham durante todo dia, os trechos (tudo o que eu vejo de bonito, sempre nos lugares onde vou, paro num sinal e olho a rua na esperança de te ver) enriquecem a letra da canção. O refrão da música é algo que fica martelando na cabeça da gente. Aqui vemos uma prova de que Roberto e Erasmo sabem compor canções comerciais, porém de qualidade. Versatilidade que não vemos nas maravilhas de (artistas) de hoje em dia. Na comunidade O Rei Roberto Carlos, uma pessoa de lá comentava isso esses dias.

02 – Primeira Dama (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Charlie Calello
Quando ouvi isso pela primeira vez, juro que pensei na Roseanne Collor, ela era a imagem de primeira dama que me vinha na cabeça e de fato era. Mas em 91 se lembrarmos bem, fomos presenteados com um especial em 19 de abril, um Globo Repórter inteiro dedicado ao rei em virtude dos seus 50 anos. Uma fã pergunta da rua quem era o novo amor de Roberto, ele sorridente dizia: Daqui a algum tempo eu te revelo. Tratava-se de Maria Rita Simões. Ela com certeza foi a Primeira Dama do rei.

03 – Se Você Quer (Si Piensas... Si Quieres...) Roberto Livi/Alejandro Vezzani
        Adaptação para o Português (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Julian Navarro
A canção tem a participação mais do que especial de Fafá de Belém. Se trata de uma canção do já conhecido compositor Roberto Livi, amigo de Roberto Carlos, autor de Se O Amor se Vai entre outras. Fafá de Belém é a terceira pessoa a fazer um dueto com Roberto em um disco de fim de ano. Os outros dois tinham sido o próprio Erasmo em Papo de Esquina em 88 e Maria Bethânia em 82 na canção Amiga. A letra gira em torno de situações de condições para uma volta do casal. Situação bem comum na molecada de hoje, aliás, nem tanto, pois hoje em dia não se namora mais, se fica.


04 – Não me Deixe (Marcos Valle/Carlos Colla)
Arranjo de Base: Charlie Calello/Arranjo de Cordas: Eduardo Lages
Essa música eu particularmente sempre a achei meio chata no começo. Mas o decorrer dela e a letra tornam a canção linda. A canção fala em loucuras feitas para ficar do lado da pessoa amada. Aliás, a música é um pedido para que a pessoa não se vá. A parte do trecho (Não se afaste de mim, fica comigo, Sei o que te digo) é uma crescente impecável e ficou muito bem na música. Roberto então aqui surge assoviando, coisa que não ouvíamos a muito tempo em um disco seu.

05 – OH, OH, OH, OH (Roberto Livi/Salako)
Arranjo: George Calandrelli
Mais uma da dupla Livi e Salako. Aqui temos 80% dos instrumentos de verdade, o que eu pensava ser metais, é uma Programação por Computador por Gregg Bartheld. Na bateria temos os Carlos Bala. A canção tem um suíngue gostoso, dá vontade de dançar até, (pra quem sabe é ótimo mesmo), destaque para a guitarra com Chorus de Paul Jackson Jr. A letra é interessante, do tipo, (Eu te conheço, não me pergunte de que lugar, só me lembro de uma pessoa quando é assim, Se me deixas eu te acompanho em teu caminhar) um estilo até agressivo de letra bem do tipo cafajeste, Roberto se dá bem cantando assim. Não comparando, mas lembrando de Não Adianta Nada de 73 do Fred Jorge, aquela ficou perfeita.



Lado B

01 – Luz Divina (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo de Base: Charlie Calello/Arranjo de Cordas: Eduardo Lages
Creio que a última canção religiosa antes dessa tenha sido Aleluia em 84, pois em 85 teve Paz na Terra (ô coisa boa de se ler não?), teve também Quero Paz em 90, mas nenhuma canção do gênero. Roberto e Erasmo aqui falam sobre Jesus. Uma música envolvente, uma guitarra solo impecável tocada por Dean Parks. A canção foi tocada várias vezes nas igrejas. Quem reza cantando, reza duas vezes.


02 – Pergunte Pro Seu Coração (Michael Sullivan/Paulo Massadas)
Arranjo: Lincoln Olivetti/Regência de Cordas: Charlie Calello
A letra da dupla Sullivan e Massadas é linda e gira em torno da situação de sugerir a pessoa amada perguntar ao seu coração para ver o que ele responde. A música tem uma atmosfera muito legal da parte (Pense em mim, e em tudo que eu sentir se você me deixar, eu faço qualquer coisa para você ficar, do jeito que eu sempre imaginei). Roberto disse em entrevista no especial do seu disco Ao Vivo em 88 em entrevista para Léo Jaime, que estava sempre procurando uma forma nova para falar de amor. Interessante é que quando o tema é amor, as formas nunca são as mesmas.

03 – Diga-Me Coisas Bonitas (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Ary Sperling/Regência de Cordas: Charlie Calello
As músicas tem uma semelhança na condução. Um estilo que deu certo, não pela vendagem, pois vender o Roberto vende até perfume e disco com música repetida, mas o estilo deu certo pois as músicas agradaram a muitos fãs. Não ficaram como inesquecíveis na memória das pessoas, mas o disco de 91 foi muito bem aceito pelo público. Ary Sperling é um arranjador e compositor de vários temas instrumentais para as novelas da Globo.

04 – Mudança (Biafra/Nilo Pinta/Aloysio Reis)
Arranjo: Eduardo Lages
Eduardo pilota um piano acústico na música do disco que eu mais gosto. A bateria é de Jurim Moreira, o mesmo que tocou no Acústico MTV de 2001, esse ta merecendo uma comunidade não é de hoje, me aguardem. Dean Parks literalmente destrói na guitarra solo. A letra da trinca de compositores é profunda e a canção ficou com uma atmosfera de realmente estar mudando as coisas de lugar, como diz a letra. Essa música fecha o disco com chave de ouro.



Considerações Finais


Na capa, Roberto está com um chapéu, a última vez que tínhamos visto algo do tipo em capa de disco tinha sido em 83. Por sinal, um chapéu semelhante ao que ele colocou no show Emoções Sertanejas em 2009. O disco de 91 é dentro dos padrões RC de qualidade. Um disco gostoso de ouvir, o especial do fim de ano também foi fantástico. Difere de alguns por ter uma participação especial. Aqui também temos o incrível Lincoln Olivetti nos arranjos de Pergunte Pro Seu Coração, George Calandrelli nos arranjos de OH,OH,OH,OH, porém produzida por Roberto Livi. Esse pelo menos é o primeiro disco do rei, pré-acústico 2001 que vejo Jurim Moreira na bateria na música Mudança. Gravado nos estúdios Westlake (Los Angeles), Sigla, Viva Voz e Transamérica (RJ), Lincoln Olivetti, Mix e Crescent Moon que não informam localidades. Fotos: Milton Montenegro. 


17 comentários:

  1. Cara,

    esse disco é marcante pra mim porque a partir dele, comecei a comprar os discos todos os anos no dia de seu lançamento! Lembro que quando saiu, pirei para tê-lo, mas como não tinha dinheiro, só pude comprar perto do Natal, com a ajuda de todos! O disco "enfeitava" as lojas e custava 8.000 cruzeiros, considerado caro para a época!
    Só lamentei ter apenas 09 músicas! Acho que deve vir ao menos com 10, mas para os padrões de hoje que quase não temos música, dá até saudade de um disco com 9, rsrsrs! Eu ouvia o disco todos os dias! Que saudades daqueles "estalos" na agulha, que saudades de tudo isso...

    Blog Música do Brasil
    www.everaldofarias.blogspot.com

    Um forte abraço a todos!

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    1. Pois é Everaldo, um disco marcante. Não consegui comprá-lo no dia do lançamento tbm, no bairro onde eu morava havia apenas uma loja, não sei se correram para comprar, ou se eu estava sem grana, mas acabei comprando dias depois. Lembro de ter achado estranho 09 músicas na época também. Gosto muito desse disco.
      Valeu pela visita de sempre e comentário.

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  2. É engraçado como que minha aceitação desse disco mudou muito!! Na época, eu chiei muito desse disco! Não parava de ouví-lo, como acontecia sempre todo ano, mas chiava muito pelo fato de ser um disco muito sertanejado. O primeiro com cara de sertanejo em algumas músicas, tornando essa quase que a característica mais marcante do disco.

    Hoje, esse está entre os discos do Roberto que mais respeito e gosto. Na época, eu dizia não entender o porquê de tanto sucesso, uma vez que o disco anterior, que eu considerava milhões de anos-luz superior a esse (o de 1990 é o meu segundo lugar, no ranking dos preferidos do RC) não tinha feito tanto sucesso.

    Naquela época, eu tinha ainda um preconceito contra o sertanejo. Hoje, eu gosto muito do estilo (não os sertanejos universitários. Mas os sertanejos de verdade eu gosto sim). E pelo menos 4 ou 5 das 9 faixas foram incrustadas de elementos desse estilo, além da capa.

    Vamos às faixas:

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  3. Lado 1

    1 - "TODAS AS MANHÃS" - É escancaradamente sertaneja. Até a segunda voz, gravada pelo próprio Roberto, está lá. No caso dessa faixa de abertura, não encontramos apenas alguns elementos não... Ela é assumidamente nesse estilo. Já em outras faixas, existem algumas características sertanejas inseridas no estilo próprio dele. Mas nessa faixa, ele não fez cerimônia não.
    Me chamou atenção, na época, como essa música prendia o ouvinte com um refrão pegajoso e outro detalhe: Ao contrário da grande maioria das músicas de trabalho de RC, que ultrapassavam os 5 minutos e às vezes até os 6 - o que fazia muitas rádios cortar partes das músicas - essa faixa passava todo o recado e repetia o refrão várias vezes em cerca de 3 minutos e 50 segundos! Eu, ainda naquela época, atribuía o maior sucesso dessa música ao fato dela ser mais curta. Não sei se tem tanto a ver assim... Mas que deve ter um pouco a ver, deve sim. A música vai direto ao ponto e gruda na cabeça da gente.

    2 - "PRIMEIRA DAMA" - Também traz elementos do sertanejo, até um pouco fortes, mas misturados com um pouquinho do estilo próprio de RC. Mas o fato de ser logo a segunda faixa, atacando com aquele solo com aquele tímbre de guitarra (muito usado pelas duplas), logo após o "cartão de visitas" anterior, me fazia ter do disco a impressão de que ele era quase todo sertanejo, apesar de não ser tanto. A posição das primeiras faixas me fez ter essa característica mais "destacada" em minha mente. A princípio eu não gostava muito dessa música.

    3 - "SE VOCÊ QUER" - Com a participação da Fafá, essa faixa era outro motivo pra eu chiar tanto! Considerava (na verdade, considero até hoje) uma das músicas mais bregas de toda a história! Não sei exatamente por que, mas a própria breguice, aliada à impressão causada pelas faixas anteriores, me remetia ao sertanejo (rsrs - parece perseguição ao gênero, não é? Mas era mesmo! rsrs). Na verdade, do sertanejo o arranjo dela não tem quase nada! Apenas aquele trumpete do Ramón Flores é semelhante a alguns de Elvencio Raña Martinez, em alguns discos sertanejos. E as cordas fazem lembrar (muito de longe) alguns arranjos de cordas do mesmo maestro. Mas na verdade era o contrário. Não era essa música que trazia elementos sertanejos. Era o sertanejo dos anos 80 que trazia elementos da música hispana, principalmente a mexicana. E essa faixa é totalmente com essa cara do México! O fato é que, imediatamente eu detestei! rsrs Hoje eu respeito por entender que é da cultura hispana. Mas gostar... Aí já é demais! rsrs Essa é a faixa que sempre pulo, até hoje.

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  4. 4 - "NÃO ME DEIXE" - O primeiro contato auditivo que eu tive com esse disco foi ao ouvir a frase final e o encerramento dessa faixa! Eu já tinha visto a capa na TV e na revista Veja, mas na cidade onde eu morava, o disco chegou alguns dias depois. No momento em que eu chegava em frente à loja de disco, montado em minha bicicleta, ouvi a voz de Roberto encerrando a frase "...pre vou te amar" (nem cheguei a ouvir o "sem..." kkkk) e, em seguida, me aproximando do som, ouvi aquele encerramento instrumental lindíssimo! Essa música é uma das gravações do Roberto que eu mais gosto. É lindíssima!! Mas, infelizmente, a primeira impressão que eu tive do disco não foi a que ficou (pelo menos naquela época). E olhe que ainda teve a próxima (e excelente) faixa, pra completar minha "primeira impressão"!!

    5 - "OH, OH, OH, OH" - A introdução já me empolgou, enquanto eu entrava na loja e caminhava em direção à capa que estava aberta em cima do balcão. E, ao ver o nome da música, fiquei mais empolgado ainda!!! rsrs Eu já havia curtido muito, no disco anterior, o fato de ter uma música com a cara bem característica do Julio Iglesias do final dos anos 70 e começo dos anos 80 (Mujer)!! E essa tinha mais cara de Julio Iglesias ainda!! (eu achei isso o máximo!!). E me lembro que passava pela minha cabeça, desde a época que o Julio lançou o disco de 88, com a música "Ae, Ao", a ideia de que jamais veria uma música do Roberto com um título inusitado desse!! E eis que, naquele disco que eu estava vendo pela primeira vez ali, tinha uma faixa com um título assim!! E a letra do tipo conquistador, dando aquela cantada mais "manjada"- a famosa "te conheço, não me pergunte de que lugar"! Curti muito!!

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  5. Lado 2

    1 - "LUZ DIVINA" - A bela música religiosa (num estilo bem mais Gospel do que católico) não tem nada de sertaneja. Ou quase nada. Mas... como minha cabeça ficou marcada com essa característica nesse disco, não deu pra não perceber e enumerar imediatamente todas as semelhanças desse arranjo com o de Julinho Teixeira pra música "Meninos do Brasil", do disco de 89 de Chitãozinho e Xororó. Na verdade, foi o maestro Julinho que fez um arranjo totalmente pop pra dupla, justamente no primeiro disco deles pela Polygram, uma gravadora de maior alcance que fez um trabalho de trazê-los pra mídia com uma cara renovada. Eram os sertanejos que traziam uma cara mais pop e próxima do Roberto e não o contrário. Mas... Como encasquetei, na época, que o disco tava sertanejo demais... Chiava dessa música também! rsrs

    Uma observação: Quando esse disco foi lançado eu tinha 14 pra 15 anos. Era, portanto, aborrecente! Daí, também, o motivo de tanta implicância e rebeldia contra esse disco!! kkkkk Lembrando que hoje eu gosto muito desse LP!

    2 - "PERGUNTE PRO SEU CORAÇÃO" - Na introdução, um solo de teclado imitando um acordeon! (sanfona)... Não precisa nem dizer mais nada, né? kkkkk Eu dizia que sanfona era instrumento sertanejo (nem levava em conta que haviam duas sanfonas lindíssimas no disco de 88, e que não tinham nada a ver... rsrsrs). Mas eu chiava também. kkkk
    Hoje considero essa faixa excelente!! Além da música de Sullivan e Massadas, o arranjo do Lincoln é fantástico e super pop!

    Outra observação: Eu chiava muito, reclamava desse disco, mas não escutava outro. rsrss Era o tempo todo ouvindo ele. kkk

    3 - "DIGA-ME COISAS BONITAS" - Essa era realmente a cara do Roberto! Roberto Carlos toda! E esse arranjo de cordas fantástico!!! Fiquei enlouquecido com essa música. Até hoje gosto demais!! Quanto à letra, considero que na verdade seja essa a primeira música dele para a Maria Rita!

    4 - "MUDANÇA" - Pára tudo!!!
    Essa não é só a melhor faixa do disco não!! É uma das músicas mais lindas já gravadas na face da terra!!! O problema é que não paro de repeti-la!! Desde a época!! Logo de cara, quando a ouvi pela primeira vez, eu dizia que era a música de RC que eu mais gostava!! Hoje, ela não mais é a top 1... Mas está entre as mais mais.


    Hoje em dia, quando ouço esse disco, assim como o anterior e o posterior, o que mais vem à minha mente é o seguinte: Época de músicas boas, arranjos bons, discos de Roberto super bem produzidos e, principalmente, muito bem mixados!! Produção impecável. É DESSE Roberto que eu sou fã! Tenho saudade desse Roberto Carlos.

    Abração!!!

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    1. Grande Marlos, esse disco eu gostei do início ao fim, se não me falha a memória, nessa época havia uma especulação sobre Roberto gravar um disco sertanejo. Entre o de 90 e o de 91 eu também gostei mais da sonoridade de 90. Não sei se comentei acima, mas esse disco foi o primeiro que saiu com o o selo vermelho, o selo da Columbia, até 1990 o selo era o CBS. Ou minha audição tem ligação muito forte com a visão, ou é cisma minha não sei, mas depois que o selo começou a ser vermelho da Columbia, houve uma queda na qualidade do som, o sinal das músicas não eram tããããão tão fiéis como eram até 90. O que vocês acham?
      Obrigado pela visita e comentário de sempre Marlos.

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  6. Marlos,

    você, como sempre, enriqueceu bastante esse tópico do nosso amigo Baratta! Eu não me afligia pelo fato dele ter características sertanejas, mas assim como você, tinha uma queda por Não me deixe, que nem foi radiofônica! Hoje, a veria como uma perfeita trilha sonora de novela!
    Mudança foi uma canção que tocou pouco na rádio na época, já no final de 92, quando foi substituída pelos lançamentos daquele ano! Um fato curioso é que recentemente, há uns dois anos aqui, na Rádio Recife FM, não me pergunte como, ocupou por um bom tempo o topo entre as 15 mais pedidas do dia! Acho que o público estava saudoso de música nova, como até hoje está!

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    Um forte abraço a todos!

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    1. Pois é Everaldo, Mudança é uma música que foi um grande sucesso para nós que somos fãs de Roberto Carlos, mas que infelizmente, eu pelo menos não me lembro de te tocado tanto assim na rádio, assim como Oh, Oh, Oh, Oh também não lembro de ter tocado. Gostei de todas as canções desse disco.
      Abraço

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  7. Baratta,

    talvez você tenha razão quanto ao "acabamento" dos discos daí em diante! Lembro que os discos de 88, 89 e 90 apresentavam um título assim: CBS super luxo e eu achava que isso era porque estava no mais alto patamar de gravação e trabalho moderno! Talvez o Marlos saiba explicar melhor o que significava isso! Mas, os discos da Columbia já não traziam mais!

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    Abração!

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  8. Everaldo,

    Aquele "Super Luxo", na verdade, era apenas uma classificação que a CBS fazia dos seus lançamentos mais importantes. Tinha também o "Luxo" e o "Super". Os lançamentos "Super Luxo" eram aqueles que tinham a maior prioridade na distribuição, por serem de maior vendagem. Por exemplo: Se houvesse urgência e a fábrica dela estivesse ocupada com outros produtos, parava tudo pra prensar aquele. E, dependendo do caso, mandava pra outra fábrica! (Isso, depois de 97, quando a própria CBS já era mais que autosuficiente. Até 1986, a fábrica da CBS não era tão autosuficiente assim).

    Resultava que os "Super Luxo" também eram os mais caros! rsrs

    Mas não tinha nada a ver com a qualidade da gravação não. Tem a ver com a classificação do artista, se era dos principais (que vendem mais) ou menos ou se era da "classe econômica" rsrsrs

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  9. Agora...

    Quanto ao que o amigo Baratta disse, da qualidade mais baixa do vinil, isso não foi exclusividade da Sony Music não! Aliás... Coincidiu com a mudança pro selo vermelho, mas nada teve a ver com isso. Mas percebe-se que a partir de 91 houve uma baixa (proposital) da qualidade do vinil, para "valorizar" a qualidade do CD. A qualidade da gravação (o resultado do trabalho de estúdio, da mixagem) era boa. Mas o corte de acetado (matriz do vinil) eles faziam com volume mais baixo e com a equalização mais "abafada" um pouco. Com isso, quem comparasse um mesmo disco em vinil e em CD, o Cd pareceria melhor. Isso incentivava o comércio dos CDs e contribuía para que o vinil perdesse a força no mercado.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Pois é senhores, isso prova o impacto da obra do Roberto. Houve um dia que tinha que parar tudo pra prensar aquele disco daquele ano. Será que a gente volta a ver outra façanha dessa? Coisas da côrte do rei, ou como ele fala em música: São coisas que não se esquece hehehe.
      Sobre o tal selo vermelho, realmente é uma pena essa baixa qualidade no vinil ter sido proposital para alavancar o mercado do cd. Aliás, em 1991 nem eu sonhava em ter aparelho de ouvir cd ainda. Eu continuo apaixonado pelos discos ainda. Aliás, do selo vermelho, até os trabalhos relançados alguns que tenho, estão com o som bem (meia-boca). Por isso que até hoje quando vejo um vinil a venda, dependendo da prensagem, da fábrica, compensa comprar.
      Abraço Marlos

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  11. Bom, serei bem sucinto e pessoal no meu comentário, uma vez que concordo com quase muito do que escreveu e foi comentado acima:

    "Todas as Manhãs" (assim como "Meus Amores da Televisão"), me lembram duas amigas de colégio que pediam que eu cantasse essas músicas para elas (como se eu cantasse alguma chonga). Gosto muito dessa.

    "Primeira Dama" não é das minhas prediletas, embora tenha uns trocadilhos bacanas na letra.

    "Se você Quer" já foi uma que curti muito na época.

    "Não Me Deixe" é simplesmente uma das minhas prediletas em toda a discografia do Roberto, seja pela letra, melodia, harmonia, interpretação e o assobio sempre incomparável do RC.

    "Oh, oh, oh, oh" me agrada muito também, bem sacada a comparação com "Não Adianta Nada".

    "Luz Divina" também está entre as melhores que ele fez nessa linha.

    "Pergunte Pro Seu Coração" não é das músicas mais inspiradas do Sullivan e Massadas, mas não compromete a qualidade do disco, tem clipe dela, inclusive, assim como "Todas As Manhãs".

    "Diga-me coisas bonitas" também fica num meio termo pra mim assim como "Pergunte Pro Seu Coração", já...

    "Mudança" é realmente muito boa, curto várias do Biafra e foi muito feliz nessa composição, turma boa essa dele.

    Abraço, mano!

    Em tempo: eu tenho uma crítica que fiz do disco de 1996 na época de lançamento e foi publicada no jornal International Magazine, pensando seriamente em te enviar pra ver se publica por aqui, hehe.

    Abraço!

    Para mim um dos melhores discos dos anos 90 junto com o de 96. Saudades desse Roberto.

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  12. Grande Robert, pois é mano, as músicas desse disco são de uma safra ótima do Roberto. Agora, a crítica do disco de 1996, no International Magazine versão impressa? Pô mano, pensando seriamente? Manda HOJE, eu publico hoje mesmo.
    "(como se eu cantasse alguma chonga)" você canta pra cacete mano! Não adianta nem tentar, nos esconder!
    Abraço mano.

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    1. Não canto não, hehe, a crítica é impressa mesmo, vou dar um jeito de escanear e te passar. Já pensei em postar lá no Clube do Rei também. Assim que escanear te mando, beleza?

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