quarta-feira, 23 de abril de 2014

O DISCO DE 1982

Lado A
1.       Amiga (Roberto Carlos / Erasmo Carlos) – Participação Especial Maria Bethânia
2.       Coisas Que Não Se Esquece (Mauro Motta / Eduard Ribeiro)
3.       Fim de Semana (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
4.       Pensamentos (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
5.       Quantos Momentos Bonitos (Mauricio Duboc / Carlos Colla)

Lado B
1.       Meus Amores da Televisão (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
2.       Fera Ferida (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
3.       Como é Possível (Sérgio Sá / Isolda)
4.       Recordações (Edson Ribeiro / Helena dos Santos)
5.       Como Foi (Eduardo Lages / Paulo Sérgio Valle)

Lado A
1.       Amiga (Roberto Carlos / Erasmo Carlos) – Participação Especial Maria Bethânia
O primeiro dueto de Roberto em disco. Maria Bethânia é a primeira cantora a dividir os vocais com Roberto em um disco dele. A música é um diálogo entre um casal de amigos e o objetivo dessa conversa é “abrir os olhos” da pessoa amiga depois de um fim de relacionamento. Tema que seria revisitado em “Amigo Não Chore Por Ela” em 1996 e “Arrasta uma Cadeira” com Chitãozinho e Xororó em 2005. O arranjo de Charles Calello dá uma atmosfera brilhante à música. As mudanças de tom para Roberto e Bethânia cria um resultado bonito na canção.
2.       Coisas Que Não Se Esquece (Mauro Motta / Eduard Ribeiro)
Cartas, fotografias, lembranças, as coisas que não se esquece nem com o passar do tempo. A melodia do refrão lembra um pouco a canção “Procura-se” de 1980. O arranjo é de Torrie Zito. O mesmo responsável pelas orquestrações do disco Imagine de John Lennon em 1971.
3.       Fim de Semana (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
Com outro andamento, mas a harmonia da introdução é a mesma de “O Portão” de 1974, “Amante à Moda Antiga” de 1980, “Hoje é Domingo” de 1993. O arranjo consiste no acorde puro, sétima aumentada e sexta. A letra fala do fim de semana com os filhos, passieo, parque, lanche e tudo mais que o fim de semana proporciona. No especial Roberto passeia com seus filhos em carros de girar como um carrossel. Nem é preciso dizer que isso me remete à minha infância em que papai ia direto comigo aos parques, carrinho de bate-bate, tiro ao alvo, melhor trocar de música antes que eu comece a chorar aqui. O arranjo de base é de Jimmy Wisner e arranjos de cordas e metais de Eduardo Lages
4.       Pensamentos (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
Música revisitada no show de Jerusalém. “Os motivos escondidos na razão de estar aqui” na Terra. Perguntas muitas vezes sem respostas que nos fazemos. “São levadas ao espaço” e “de lá eu tenho todas as respostas que eu pedi”. A mensagem é ecumênica, pode ser ouvida e apreciada seja lá qual for a sua religião. Arranjo de Charles Calello.
5.       Quantos Momentos Bonitos (Mauricio Duboc / Carlos Colla)
Uma das mais bonitas declarações de amor em forma de música. A prova de que o repertório do Roberto não fala só de perda. Roberto aqui canta sobre o amor bem sucedido, atual e que tem tudo para continuar rendendo frutos. Arranjo de Al Capps.

Lado B
1.       Meus Amores da Televisão (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
Roberto expõe aqui o lado telespectador com todos os prós e contras que o personagem pode passar. Se apaixona pela mocinha da novela, a falta de luz, a espera pelos próximos capítulos. No especial o clipe é ambientado em um sallon como nos filmes de bang bang. E é justamente essa a visão que eu lembro de um natal na casa da minha avó com a TV ligada, todo mundo falando alto e eu emburrado no sofá querendo ouvir. Ano passado quando finalmente tive acesso a esse especial, desliguei o telefone fixo, o celular, desliguei a campainha e pude assistir sossegadamente.
2.       Fera Ferida (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
Mesmo quem não conhece ou não curte RC, se identifica com uma ou mais músicas de seu repertório. Essa é sobre fim de relacionaemnto, dqueles que a pessoa literalmente sai de casa com a roupa do corpo. Roberto e Erasmo vão fundo nessa letra. Arranjo de Lincoln Olivetti
3.       Como é Possível (Sérgio Sá / Isolda)
“E tanto a gente se adivinha”... “que a gente já se conhecia e se achou outra vez”. Isso me faz lembrar algo que RC dizia no especial “Pra Sempre” de 2003: “São as almas que se encontram”. Destaque para a guitarra da introdução. Arranjo de Charles Callelo.
4.       Recordações (Edson Ribeiro / Helena dos Santos)
Paredes nuas e lembranças que são suas, sentir o perfume pelo ar, diante da porta que se abriu, tudo isso deve ser uma barra, mas a música seria um perfeito link para “Mudança” de 1991. Arranjo de Torrie Zito.
5.       Como Foi (Eduardo Lages / Paulo Sérgio Valle)
O disco de 1982 fecha com chave de ouro com essa canção que repete o tema já dito nas canções anteriores. A mágica é que existem várias formas de falar de amor, seja ele bem ou mal sucedido. Arranjo de Lou Forrestiere.

Considerações finais
O disco de 1982 é um disco que tenta repetir o sucesso do disco de 1981. Em parte até consegue porque conseguiu emplacar bastante músicas nas rádios, Meus Amores da Televisão era algo que eu sempre esperava tocar na Rádio América que minha mãe ouvia. Esse disco foi um que eu demorei muito tempo para comprar. Era uma época em que não tinha internet para conhecer disco em questão de minutos. Ou alguém emprestava, ou gravava em uma fita cassete, bons tempos. O disco vem com uma foto de Roberto a bordo de um barco, uma fina moldura azul, o que se tornaria característica em seus discos da década de 80, porém com moldura branca. Há algum tempo atrás vi uma foto em uma rede social de uma foto de Roberto, Myrian Rios e mais uma pessoa, que agora não me recordo quem exatamente.
Fotos: Luis Garrido

Pra terminar a foto da Contra Capa, mais algumas fotos da mesma sessão porém em outros lançamentos. 








5 comentários:

  1. Meu amigo Baratta,

    você sabe que sou fã dessas postagens sobre os discos, sobretudo os dos anos 80 e 90, dos quais sou mais apreciador, contrariando grande parte de seu público!
    Penso que depois do disco de 1981, ficou difícil fazer algo que superasse aquele conjunto, aquela obra toda! Gosto desse disco que me traz pérolas mais gostosas de se apreciar que as chamadas carro-chefes: Amiga, Fera ferida e Meus amores da televisão! Eu curto bastante Como foi, Recordações e Quantos momentos bonitos!
    Lembro de ter lido que Recordações foi entregue uns dez anos antes e que Roberto falou à Helena dos Santos que a gravaria, durante um encontro em um show! Ela nem lembrava mais!
    Falei pro Eduardo Lages uma vez sobre Como foi, mas ele não lembrava mais dela, rsrsrs! Adoro essa canção! E o que dizer de Quantos momentos bonitos: "Coisa melhor que você nesse mundo não tem... e que belo sax nessa canção!
    Cara, Pensamentos é, para mim, um sopro de Deus na inspiração definitiva desses dois compositores. Se fossem dos Estados Unidos, tipo Elton, Wonder ou Michael, ou gravada por uma banda tipo U2, seria um clássico mundial no mesmo patamar de We are the world, etc. E, me desculpem os que pensam ao contrário, mas não penso que estou exagerando ao falar isso!
    Como é possível é uma canção que cutuca nossa mente quanto aos limites do amor, se ele tem barreiras ou é sem limites como mais tarde ele cantaria! Enfim, um grande trabalho que gosto muito!

    Cara, obrigado por essas postagens, porque nelas viajando em certos detalhes que conhecemos muito bem...!

    Blog Música do Brasil
    www.everaldofarias.blogspot.com

    Um forte abraço a todos!

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  2. Meu amigo Everaldo.
    As vezes eu demoro muuuuuuito tempo para postar algo sobre determinado disco. Hoje eu estava pensando cá com os meus botões que tem disco que eu gosto tanto que dá vontade de comentar de novo, rs. Mas primeiramente é bom completarmos a discografia aqui no blog, coisa que estamos quaaaaaaaaaase lá. "As Vezes Penso" que a hora que eu acabar a discografia por aqui, não vou ter assunto... Magina, ainda tem os especiais, videos no you tube (sempre tem alguma coisa rara sendo postada, de tempos em tempos, mas tá caminhando rs). Ou seja, assunto aqui é o que não falta. Tudo que você disse sobre o disco de 1982 eu assino embaixo, agora realmente, o disco de 1981 eu acho que é o meu disco preferido dele, digo mais, passando a frente do de 1978 (que foi o primeiro disco com o qual eu conheci o que era Roberto Carlos). Mas o que ele conseguiu em 1981 foi único. Ô disco lindo.
    Um grande abraço do Baratta.

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  3. Um dos três discos com os quais aprendi a ouvir o Rei. Os outros dois são o Ritmo de Aventura e o San Remo. De tirar o fôlego. Robertão nos melhores dias e no biênio sagrado de lançamento de composições dele com o Erasmo. Os discos de 81 e 82 de ambos contêm muitas pérolas, acho que já comentei isso aqui. Como tenho uma ligação realmente afetiva com esse disco, farei comentário basicamente pessoais:

    LADO A

    1. Amiga – Um dueto do meu cantor e cantora prediletos do país. Dois mestres da interpretação. Não tinha como não ser muito bom. E o arranjo do Calello fornece toda a atmosfera necessária para os dois dialogarem.

    2. Coisas Que Não Se Esquece – Essa música é uma dessas coisas, lembro-me de ouvi-la ainda na infância e já tinha uma nostalgia que eu ainda não consegui descobrir de quê.

    3. Fim de Semana – Uma das músicas que ajudaram o RC a conquistar e/ou manter a atenção do público infantil que também sempre o acompanhou desde a Jovem Guarda.

    4. Pensamentos – Das mais belas mensagens compostas por ele e Erasmo. Muito boa a volta dela ao repertório e tive o prazer de ouvi-la ao vivo no primeiro show depois de Jerusalém que foi aqui em BH.

    5. Quantos Momentos Bonitos – Umas das minhas prediletas de toda a discografia dele. Brilhante interpretação.

    LADO B

    1. Meus Amores da Televisão – Essa uma colega de classe no primário sempre me pedia pra cantar pra ela, rs.

    2. Fera Ferida – Simplesmente a música da minha vida! Vou nem entrar em detalhes, hehe.

    3. Como é Possível – Outra que foi muito marcante pra mim, mas anos e anos depois do lançamento.

    4. Recordações – Helena dos Santos reaparecendo na discografia do RC depois de muito tempo.

    5. Como Foi – Fecha o disco com chave de outro como você disse, daquelas que não se tornaram sucesso, mas viram clássicos pros ouvintes atentos.

    Abraço, mano!

    Mais uma grande disco, mais uma grande postagem do Baratattion!

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  4. O Meu Amigo Robert Moura.
    Que prazer bicho a sua visita e comentário aqui. Pois é, a sua primeira linha agora me deixou tenso. Os discos que te levou a gostar do Roberto foram esse de 1982, Ritmo de Aventura e San Remo, pô, vou tomar cuidado quando os comentar aqui, haha. San Remo tem uma particularidade bem especial pra mim, consegui comprá-lo semana passada hehe. Já conhecia o disco de trás pra frente, mas só agora consegui a versão em vinil, só tinha em cd baixado.
    Voltando ao disco de 1982 é um disco que eu também demorei muito pra comprar, mas, ao meu ver, só tem sucesso.
    Obrigado pela visita e comentário mano. Preparando o post da semana que vem, aguarde.

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