sexta-feira, 14 de março de 2014

O DISCO DE 1994



O DISCO DE 1994

Lado A
  1. Alô (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  2. Quero Lhe Falar do Meu Amor - 4:45(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  3. O Taxista (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  4. Custe o Que Custar (Helio Justo/Edson Ribeiro)
Lado B
1.    Jesus Salvador (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  1. Meu Coração Ainda Quer Você (Mauro Motta/Robson Jorge/Paulo Sérgio Valle)
  2. Quando a Gente Ama (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  3. Silêncio (Beto Surian)
  4. Eu Nunca Amei Alguém Como Eu Te Amei (Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle)

01.Alô (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
O personagem da letra descreve a mulhe amada como uma pesoa que não bate bem da caçoleta. Seria  um relacionamento estilo bungue jump? Aquela coisa de só ligar se quer ai para o momento. Essa coisa de (instantâneo) só rola com macarrão mesmo. O som desse disco está bem eletrônico, com bateria programada por computador. Solo de guitarra perfeito. No especial de fim de ano a música ganhou um clipe. 

02. Quero Lhe Falar do Meu Amor - 4:45(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Música com um toque árabe, a letra fala de odaliscas, deserto e tenda. Um clipe foi feito dessa música com Roberto e a atriz Adriana Esteves, bem pré-Carminha. Um clipe que ficaria legal também seriam com as imagens de Israel e Egito contidas no filme “Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa”. 

03. O Taxista (Roberto Carlos/ Erasmo Carlos)
Roberto e Erasmo que já tinham feito duas músicas para os caminhoneiros surgem com “O Taxista”. Um herói. Roberto fala no especial de fim de ano que “os taxistas lhe cobravam: como é Robertão, e a nossa?” grande solo de guitarra. Nos anos 90 apenas o refrão foi inserido em um medley sobre velocidade. O arranjo aqui é de Charlie Calello. 

04. Custe o Que Custar ((Helio Justo/Edson Ribeiro)
Música que saiu primeiramente em compacto, anos mais tarde no LP San Remo, que vinha no filme “Diamante Cor de Rosa”. Aqui Roberto já apresenta uma mudança na letra do trecho “...será meu Deus enfim, que eu não tenho paz” para “Somente em Deus enfim é que eu encontro a paz”. Outros exemplos semelhantes seriam em “É Preciso Saber Viver” o trecho “Se o bem e o mal existem” passou a ser cantado “Se o bem e o bem existe” e “Além do Horizonte” na mudança “Se você não vem comigo” para “Porque você vem comigo”. 






Lado 2
01.         “Jesus Salvador” (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
Uma das melhores letras de Roberto e Erasmo sobre Jesus. Sim, todas as canções de mensagem lançadas desde “Jesus Cristo” de 1970 são grandes músias, mas “Jesus Salvador” é praticamente uma oração. Quem reza cantando reza duas vezes. A música foi revisitada no especial de 2008 com tom mais baixo. Arranjo de Charlie Calello.  

 02. O Meu Coração Ainda Quer Você (Mauro Motta/Robson Jorge/Paulo Sérgio Valle)
Musica sobre uma possível volta. Grande arranjo de Eduardo Lages, grande solo de sax de Ed Calle por toda a música.

 03. Quando a Gente Ama (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  Quando a gente ama
  Faz loucuras não se toca
  Tudo é lindo a gente gosta
  Não importa o que der
  Quando a gente ama
  Nesse amor tudo é perfeito
  E não vemos os defeitos
  Desse alguém que a gente quer
  Quando a gente ama
  Esses defeitos são virtudes
  E os erros atitudes
  Que jamais a gente vê
  Perde-se o juízo
  O coração da gente voa
  E tolices numa boa
  Por amor a gente faz
  Tudo a gente aceita
  Quando está apaixonado
  E não há nada de errado
  Por que amar é bom demais
  Quando a gente ama
  A gente rí a toa
  Tudo tem desculpa
  Tudo se perdoa
  O orgulho dança
  A gente é uma criança
  E diz sim pra tudo
  Quando a gente ama
  Tudo é um bom programa
  Pode ser na rua
  Pode ser na cama
  O  amor é lindo
  E tudo é mais bonito
  Quando a gente ama

Uma das músicas que minha mãe mais gosta. Existe letra mais direta que essa? Precisa dizer mais algo?

04. Silêncio (Beto Surian)
Grande música de Beto Surian, que até onde eu sei só teve essa canção gravada por Roberto, que solta a voz de forma espetacular. Na década de 90 sua voz estava impecável e com um alcance fantástico. 

05. Eu Nunca Amei Alguém Como Eu Te Amei (Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle)
Uma música de volta, de tentativa de volta”Há coisas que o tempo não desfaz”, “Quem olha nos meus olhos vê que nada terminou”... excelente música que traduz a situação de muitos fãs. Só a única coisa que eu pensei: o final da música ficaria legal como introdução. 



A sonoridade desse disco está um pouco mais diferente aqui, a presença de teclados é bem intensa. Bateria acústica só na “O Taxista”. O especial de fim de ano foi na terra do nosso amigo e leitor Robert, em Minas Gerais. Roberto mais uma vez surpreende com um terno rosa. A capa é toda em tom azulado, capa dupla mantendo o padrão desde 1975, interrompido apenas em 1977. Agora uma curiosidade da qual eu não tinha me tocado ainda e que apareceu no nosso grupo no facebook postado por um amigo: A capa tem uma semelhança gritante com a capa do disco “Roberto Carlos Canta Para a Juventude” de 1965. Nos comentários da postagem ainda surgiu que Roberto queria reviver a capa de 1965.
Gravado nos estúdios: Sigla (RJ) e Criteria Recording Studios (Miami).
Fotos: Luis Garrido




6 comentários:

  1. Amigão,

    Devo ser dos poucos que não se aflige porque os discos dos anos 90 eram mais eletrônicos. Na verdade, o lançamento, o cheiro de novidade, aquela grande voz como você citou, canções inéditas eram suficientes para me deixarem tonto de emoção! Eu gostava dessa sonoridade e mesmo sem entender muito de música ou de produção, achava algo moderno e necessário. A canção Alô saiu semanas antes do disco e tocava nas rádios! Eu pirava pra ouvir aquilo, achava lindo demais aquela mescla de bateria e guitarra e não me importava se era acústica, eletrônica ou outra coisa, rsrsrs.

    No especial, ele cantou Quero lhe falar do meu amor, que passava nas chamadas, mas não foi ao ar! Meu coração ainda quer você também tocou um pouco no meio do ano seguinte nas rádios e chamo a atenção pra uma coisa que me deixa triste: quando nossos colegas falam de arranjos citam os intocáveis deuses da década de 70 e suas criações divinas e Eduardo Lages se torna algo inferior por trabalhar em meio a "tecladeira". Considero isso injusto, pois se quer comparar então vamos lá: como você falou, em 1994 Eduardo fez o arranjo de Meu coração ainda quer você e Chiquinho de Moraes, no mesmo ano, fez Alma gêmea para Fábio Jr. e será que as linhas de arranjo e os instrumentos utilizados são tão distantes como as comparadas pelos nossos colegas? Fica a reflexão!

    Eu só não gostei do fato desse CD vir apenas com 09 músicas. Achava uma preguiça, um desrespeito! Bom, hoje não temos nenhuma né, então...

    Blog Música do Brasil
    www.everaldofarias.blogspot.com

    Um forte abraço a todos!

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  2. Grande Everaldo. Pra mim sempre incomodou um pouco a (tecladeira), mas parei pra pensar no que você disse, algo moderno e necessário. O trabalho do Lages é uma maravilha, sempre gostei dos arranjos dele sempre tem uma carta na manga. Aproveito o ensejo do comentário e te faço um convite Everaldo, se você topar escrever uma postagem sobre o Lages, as portas estão abertas amigo.
    Grande Abraço mano.
    Baratta

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  3. Desse disco eu gosto especialmente das músicas: “Alô” (pelo arranjo diferenciado);” Jesus Salvador” (pela letra como você bem disse e pela melodia também);”Eu Nunca Amei Alguém Como Eu Te Amei” (outra boa canção do Lages gravada pelo Roberto). A regravação de “Custe O Que Custar”, uma das minhas músicas prediletas do repertório do RC, não acrescenta muito. Honestamente, acho que de maneira geral essas regravações de estúdio não têm sido muito interessantes, as versões ao vivo se justificam mais.

    Quanto ao Especial desse ano, não só foi na minha terra, como EU ESTAVA LÁ! Grande noite! Realmente surpreendeu o RC entrando em cena com o terno salmão. Um detalhe mais especial ainda é que foi a primeira e única vez que vi Roberto e Erasmo juntos ao vivo.

    EM TEMPO: Everaldo lembrou um detalhe interessante que foi o fato da música "Quero Lhe Falar do Meu Amor" não ter ido ao ar apesar de apresentada. Isso é comum, a edição sempre corta algo mesmo, mas acho um grande erro da Globo incluir cenas na propaganda que não irão ao ar. Anos depois eles fizeram a mesma coisa quando Roberto gravou Arrasta uma Cadeira com Chitãozinho e Xororó, a propaganda do especial feita pela emissora mostrou cenas deles cantando em alguma locação (sem ser no palco) que não foi ao ar também.

    Ah, ainda sobre "Quero Lhe Falar do Meu Amor", consegui o single promocional dela há pouco mais de um mês. Lembro que na época eu estava no colégio e como ela tinha esse refrão que fica repetindo a frase a vida toda, eu e uns amigos ficávamos cantando e fazendo versões da frase para vários idiomas, hauhaua.

    Abraço, mano!

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  4. Pois é mano, você estava lá! Roberto vai fazer show aqui em SP em maio, po, o lugar mais barato é R$ 150,00 perto da porta da rua praticamente. Mas enfim né? Todos os shows que peguei dele foi tudo pra ver de longe. Esse disco eu gosto muito dele, agora esse single aí do "Quero Lhe Falar do Meu Amor" é o fino hein?
    Realmente, as regravações de sucessos em estúdio, eu sempre acho que a 1ª versão é a que bate, a que fica. Aconteceu assim com essa "Custe o Que Custar", no ano anterior a "Se Você Pensa" ficou eletrônico demais (antes fosse a versão do palco que inclusive abriu o especial de 1993), anos mais tarde a "Baile Na Fazenda" também prefiro o primeiro arranjo, se não me engano a "O Amor é Mais" foi regravada também né? "Meu Pequeno Cachoeiro" (bem que ele podia ter relançado a versão voz e violão do compacto e não se trata de uma regravação, mas "Coração Sertanejo" ficou legal.
    Abraço mano, prazer em te ver aqui com essa cara de contente, faz tempo que eu não vejo você uahuauah!

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  5. A mesma impressão eu tenho do amigo sorrindo pra tudo que vê! ahahha

    Então, bicho, ano passado eu realmente fiquei com preguiça de ir ao show do Roberto depois de assistir a dois shows em dois anos consecutivos ocorrendo problemas de som durante a apresentação, os amigos que foram ano passado disseram que os problemas voltaram a acontecer e pior ainda. Resolvi não gastar o meu suado dinheiro pra passar raiva de novo, até porque o local que ocorre os shows dele aqui, o Mineiro (onde inclusive foi gravado o especial) é conhecido pela sua péssima acústica, mas magistralmente o som do RC ficava perfeito lá. Parece que até com isso anda rolando um desleixo nos últimos tempos. É realmente uma experiência especial ir a um show do cara, mas com essa preguiça artística que ele anda acabou me contaminando.

    "Se Você Pensa" ficou eletrônico demais (antes fosse a versão do palco que inclusive abriu o especial de 1993)...essa era do caralho!!!

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    1. Leia-se Mineirinho, aonde eu escrevi Mineiro.

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