segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Por causa do Roberto!



Nas últimas semanas nas redes sociais, em sites (veículos oficiais de imprensa), tem descido a lenha no último especial, no cd Remixed, nos convidados do especial, além disso, algumas pessoas prefeririam a comparar Roberto com outros artistas com a mesma idade e teve gente que ainda resolveu resuscitar uma rivalidade entre o rei e um principezinho mequetrefe.
Teve gente que (talvez pelo calor do momento = vulgo menopausa) até acabou dizendo que a Jovem Guarda foi “inventada” para mudar a atenção do povo no Tropicalismo. Falar que o Tropicalismo veio antes da Jovem Guarda é o mesmo que dizer que os Beatles surgiram para desbancar de vez o Iron Maiden.
Mas não, não vou engrossar o côro até porque a minha opinião sobre o especial eu já dei, a minha opinião sobre o cd eu ainda escrevo aqui. E além do mais esse blog tem a finalidade de falar bem do Roberto, sempre.
A questão é: E o quê o Roberto já fez, acrescentou e mudou a sua vida? Aí vem outra pergunta em forma de resposta: Ih, lá vem o Baratta, por que, ele mudou algo na sua? Eu digo: Mudou sim.
·         Samba – a primeira lembrança que tenho com relação ao que tinha de disco em casa quando eu era pequeno, eram 3 discos do Elvis, uns 2 ou 3  do Roberto, 2 do Benito di Paula, Julio Iglesias, Paul Mauriatt, Billy Vaughan entre outros. Samba eu tinha um certo preconceito, mas depois de ouvir em 1988 “O Que É Que Eu Faço”, no ano seguinte em 1989 “Só Você Não Sabe”, depois disso comprei o disco de 1986 “Nega”,   comecei a ouvir mais os discos do Benito e do Bezerra da Silva. Ah, claro, gostei muito também de “Maria, Carnaval e Cinzas” embora eu ainda não tenha o San Remo. Claro, não virei um assíduo ouvinte de samba, não assisto o ixquenta, nem virei fã do Jorge Aragão, principalmente os pagodinhos meia boca dos anos 90. Só Deu sabe o que eu passei quando uma ex namorada me fez entrar numa loja de discos para comprar o presente de natal dela, só eu sei da vergonha que eu senti de carregar aquele disco do Raça Negra no ônibus. Como eu estava com uma grana a mais, comprei pra mim o Physical Graffitti do Led Zeppelin, o vendedor já ia colocando a mesma sacola então eu falei: Não moço, sacola diferente, por favor! Ah, a cereja do bolo! Em 1998 alguns chegaram para mim com aquele sorriso cínico: Ah, o seu rei gravou um pagode né? Aí você tem que explicar para a anta: Você já leu a letra? Você sabe quem escreveu a letra? Você é músico, bicho. A música é do maestro dele. Tira todas as dissonantes aí das passagens no violão, tem 5 minutos. Assim eu calo a boca de quem fala mal de Roberto. E outra “Vê Se Volta Pra Mim” eu gosto sim, qual o problema?

·         Funk – Entre frases como “assim, assim” ou “vai descendo até o chão” e outros recursos linguísticos paupérrimos, em um dos especiais, Roberto diz que tinha ouvido um funk no rádio e disse: “Que letra maneira!”, “Esse funk aí eu acho qté que eu dava pra eu cantar” e fez o dueto com o MC Leozinho. Nem é preciso dizer que no dia seguinte do especial estava todo mundo com o mesmo sorriso pra mim, torcendo pra me encontrar pra dizer algo. Não é por isso que eu passei a ouvir insistentemente tudo que é funk. Mas confesso que o dueto do Roberto com o MC Leozinho eu gravei em um cd para eu ouvir no serviço e eu gostei do som de Furdúncio do disco de 2012. 

·         Bossa Nova – Passei a minha vida inteira lendo e vendo muitas pessoas falarem que João Gilberto é chato. Aí li que Roberto começou sua carreira cantando Bossa Nova, mesmo assim não fui atrás, pois o uqe eu conhecia era do LP Splish Splash pra frente. Tom Jobim apareceu algumas vezes no especial do Roberto de fim de ano mas era uma múscia ou duas com os dois mestres sendo que Tom ficava ao piano. Aí um dia sai o disco com o Caetano. O DVD e o disco eu gostei muito. Mesmo não sendo Caetaneiro, não é problema, é só pular as faixas dele. Com esse cd e DVD passei a rever todos os especiais em que Tom Jobim foi convidado, assistir documentários e ir atrás de discos.
·         Jazz – Disco do Sinatra só tinha um duplo em casa que eu acabei mais tarde até dando para um amigo meu, me arrependo até hoje. Roberto vem fazendo com maestria desde 1978 “Música Suave”, 1981 “Emoções”, 1983 “Perdoa”, 2003 “Pra Sempre”, 2005 ”Loving You”, que assim como montei um cd Roberto Soul, montei um Roberto Jazz. Em tempo, hoje ando escutando muito Sinatra e a Traditional Jazz Band. 

·         “O inseto é um animalzinho inocente, ele não sabe que tem um veneno que é prejudicial”
Em 1995 Roberto foi no Programa Jô Soares 11 e Meia, programa de entrevistas que ainda era no SBT. Lá entre histórias Roberto contou sobre o sapo em Los Angeles, a libélula e fez o maior sucesso. Em 1996, recontou a história no lançamento do seu disco no Domingão do Faustão. Em 2011 falou sobre a (lagartixa dona do pedaço) e as formigas louras. O que tem a ver comigo isso? Mudou minha forma de pensar e consequentemente agir. Não, não virei daqueles biólogos que vão pro meio do mato procurar espécies e passar o dia todo observando para ver se tá tudo bem. Nem ficar anotando padrão de voo de mosca, até porque não ganho pra isso. Mas as vezes a natureza dá as caras muitas vezes quando menos esperamos. Ao ver uma formiga hoje,muita gente ou pisa, amassa, sem dó nem piedade. Que vergonha, olha o seu tamanho e olha o da formiga. Abra a janela e coloque-a lá fora, o que custa? O que é um pontinho vermelho na gráfica que hoje em dia eu trabalho? Não, dessa vez não sou eu que me cortei batendo papel ou peguei o cilindro vermelho para imprimir algo. Era uma joaninha. Como ela veio parar aqui? Ah, aqui não é o habitat dela. Sendo assim a peguei com o maior cuidado, abri a janela e coloquei a joaninha lá fora. Outro dia quando eu saio na porta do serviço pra fumar, uma borboleta preta e amarela caminha pelo chão. Continuei a ver e ela não voava. Fui lá, mexi com ela e nada. Alguém poderia pisar passar com a bicicleta em cima. Entrei na gráfica, peguei uma caixa, coloquei a dentro, atravessei a rua e entrei no Pet Shop. Expliquei para o veterinário o que acontecia e perguntei se dava pra fazer algo. Ele ainda me perguntou se eu a queria pra mim ou não. Respondi que a soltasse pois ela é livre. O que foi feito dela eu não sei, mas eu fiz a minha parte. Agora, duro é salvar lagartixa da minha mãe que não pode ver uma que já vai pra cima. Minha mãe fala: Fica de olho nela que eu já volto. Aí eu vou até a lagartixa, abro a janela e guio-a para fora.

Abaixo as duas entrevistas no Programa do Jô. 


6 comentários:

  1. Eu achava que só eu era assim até começar a conhecer as histórias de algumas outras pessoas. Além das influências musicais que ele também acabou me levando de tabela, em especial, a mais especial: The Beatles, também incorporei algumas das manias. Uma delas é o azul e branco que eu já gostava por causa do meu time de futebol Cruzeiro, já considerei o vegetarianismo várias vezes por causa dele e o Paul, embora o RC sempre tenha comido peixe e mais uma série de coisas que você imaginar. Eu já li há muito tempo, infelizmente não lembro onde mais, um texto que fala sobre essa influência de ídolos sobre fãs e que dizia que na verdade é possível que os fãs já tenham certas características em comum com o ídolo, antes mesmo de passarem a admirá-lo e que passariam admirar na verdade em função dessa convergência. Analisando as figuras que eu curto mais seja na música, literatura, cinema, política, eu percebo realmente essa coincidência. E quanto ao Roberto, para a nossa sorte, as influências que pegamos dele são positivas, já pensou se fôssemos fãs do Marilyn Manson? hauahuaua

    Grande abraço e parabéns pelo texto, mano.

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    1. Marilyn Manson? Deus me livre, rs. Mas até estávamos conversando sobre essas manias ainda especificamente hoje. Eu já ando considerando a coisa de virar vegetariano, mas não manjo nada do cardápio e carne eu curto, pô a diabete já me tirou o açúcar e os porres homéricos que eu tomava. Tirar a carne é algo que eu estou pensando seriamente todos os dias rs.

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  2. Cara,

    de um jeito diferente, mas parecido, RC também me influenciou e a vários que conhecemos! Foi a partir dele, esse cantor e compositor pífio, na visão de músicos que prezam por notas dissonantes, como você falou, que abri minha mente e conheci vários outros artistas que frequentavam seus especiais e por tabela, também músicos, críticos e até mesmo esses que o taxam de alienado!

    Graças a Deus temos um artista no qual nos espelhamos que não nos orienta às drogas, mas como sair delas, como amar a natureza, como obedecer aos pais, amar aos filhos, amar a Deus, ao próximo, tratar bem uma mulher, coisas que parecem tão sem valor hoje né? Claro que ele também pisa na bola, pois nenhum profeta de Deus é maior ou igual ao próprio Deus. Ainda bem que nós o conhecemos e temos esse "profeta" moderno para nos orientar em vários momentos de nossas vidas!

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    1. Isso que o pessoal não entende né? Roberto é algo pra ser estudado em todo o contexto. Ele não é apenas um intérprete, um compositor e cantor. Tudo em matéria de Roberto Carlos é algo pra ser estudado.
      Abraço mano.

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  3. Ola! Pessoal!!

    Muito é dado a crer e se perceber do magnetismo ingênito do ilustre cantor Roberto Carlos: O Mensageiro da Paz! Não obstante, os fãs(nós) nascem com graus de vibrações mentais que se sintonizam com esta ou aquela sensação de desejar algo, seja lá de bom ou de ruim. Os que estão sintonizados na egrégora mental do Rei, mais dia, menos dia, vão, se não cantar uma música dele, ou passar a ser um fã, vão simplesmente solfejar alguma de suas músicas. E isto é o que é mais importante, dado que também os solfejos modificam o campo mental do ambiente.

    O Magnetismo de Amor do ilustre cantor humanista por excelência, nos envolve a todos. O Roberto usa, até mesmo inconscientemente este Magnetismo de Amor, para promover o Bem da coletividade e isto, seus fãs fazem a multiplicação, também inconscientemente às vezes, possibilitando um prazer e alegria, lembranças tais que perdurarão por uma eternidade afora. Um sintonia de Amor e Paz interior incomensurável!!!

    Que Deus ilumine o cantor Roberto Carlos Braga, mora!

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