domingo, 16 de junho de 2013

O DISCO JOVEM GUARDA - 1965



No ano de 1965 foram lançados dois discos do Roberto. O “Canta para a Juventude” e “Jovem Guarda”.  Acredito que o último tenha sido o segundo disco. O título leva o nome do programa Jovem Guarda exibido pela TV Record.
Muito além de um simples programa televisivo, a Jovem Guarda foi um movimento que mesclava música comportamento e moda. O programa foi uma criação da agência de propaganda Magaldi, Maia e Prosperi em virtude das proibições da transmissão dos jogos de futebol aos domingos. Boa parte de toda a história pode ser vista nos extras do filme “Uma Noite em 67” de 2010, contada pelo diretor da TV Record Paulo Machado de Carvalho. Ao contrário do que muitos insistem em afirmar que a Jovem Guarda teria sido (inventada) pelo governo militar para (alienar) o povo. MENTIRA!
A verdade é que tudo que é sucesso, sempre é alvo de críticas.
Mas voltemos ao disco. Roberto Carlos nos brinda com um LP fantástico, nessa época já um sucesso absoluto.

Lado A
01.  Quero Que Vá Tudo Pro Inferno (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
02.  Lobo Mau (The Wanderer) (Ernest Mareska / versão: Hamilton Di Giorgio)
03.  Coimbra (Raul Ferrão / José Galhardo)
04.  Sorrindo Para Mim (Helena dos Santos)
05.  O Feio (Getúlio Cortes)
06.  O Velho Homem Do Mar (Roberto Rei)
Lado B
01.  Eu Te Adoro, Meu Amor (Rossini Pinto)
02.  Pega Ladrão (Getúlio Côrtes)
03.  Gosto do Jeitinho Dela (Othon Russo /  Niquinho)
04.  Escreva Uma Carta Meu Amor (Pilombeta / Tito Silva)
05.  Não É Papo Pra Mim (Roberto Carlos /  Erasmo Carlos)
06.  Mexerico da Candinha (Roberto Carlos /  Erasmo Carlos)


01.  Quero Que Vá Tudo Pro Inferno (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Música que há muito tempo o rei não canta. Na turnê Cover do Erasmo Carlos, a banda tem um arranjo impecável pra essa canção. A música foi revisitada por Roberto no especial de 1975 da Rede Globo.
02.  Lobo Mau (The Wanderer) (Ernest Mareska / versão: Hamilton Di Giorgio)
Erasmo Carlos já havia gravado essa versão em 1963 com a banda Renato e Seus Blue Caps. A versão gravada por Roberto tem mais eco em algumas partes, mas gosto das duas gravações. A canção também foi cantada no Show do Dia 7 na Record. Vídeo que eu tanto enchi o saco do leitor, comentarista e praticamente sócio da casa (o senhor Robert Moura) para que ele postasse o vídeo no you tube. Um trecho da canção também foi gravada em um medley no disco ao vivo de 1988.
03.  Coimbra (Raul Ferrão / José Galhardo)
Música maravilhosa com um belo arranjo e que foi redescoberta em vídeo recentemente quando em 1966 Roberto Carlos se apresentou na Tv Portuguesa. Um detalhe, Roberto tocava guitarra nesse vídeo.
04.  Sorrindo Para Mim (Helena dos Santos)
Grande canção de Helena dos Santos. As vezes me pergunto quem fazia os arranjos da época. No tão conhecido ensaio para o disco de 1966, disco que será em breve comentado aqui, podemos ouvir Roberto e banda decidindo o que ou não fazer nas músicas. O arranjo de “Sorrindo para Mim” é muito a frente da época.
05.  O Feio (Getúlio Cortes)
Música do compositor que eu tive o prazer de conhecer em 2006. Getúlio teve várias canções gravadas por Roberto, outra ainda será comentada nessa postagem.
06.  O Velho Homem Do Mar (Roberto Rei)
Música que tem a mesma ideia da canção de 72 “A Montanha”. Não no sentido da letra, mas no arranjo, na base da música. A música vai subindo de tom. Lembremo-nos que este disco é de 1965.

Lado B
01.  Eu Te Adoro, Meu Amor (Rossini Pinto)
Música que combinou bem com a voz de Roberto. Bela música de Rossini Pinto, que pode não ter a mesma (pegada) das outras, por isso mesmo é o contraste entre o Roberto Rock e o Roberto Romântico.
02.  Pega Ladrão (Getúlio Côrtes)
O rock volta com tudo no lado B. Guitarra bem marcada, baixo impecável, banda redonda e Roberto soltando a voz de forma surpreendente.
03.  Gosto do Jeitinho Dela (Othon Russo /  Niquinho)
A Jovem Guarda não foi só feita de rocks, haviam as baladas românticas também. Essa por exemplo descreve a pessoa amada de forma simples, porém bela.
04.  Escreva Uma Carta Meu Amor (Pilombeta / Tito Silva)
Grande música que fala de carta, de saudade, de amor, na sua forma eterna.

05.  Não É Papo Pra Mim (Roberto Carlos /  Erasmo Carlos)
Essa música em especial um amigo comentou no facebook. Ela tem muito de Memphis Tennessee, gravada pelo Elvis Presley em 1963, mas apareceu em disco só em 1965. Eu acho a letra um espetáculo.
06.  Mexerico da Candinha (Roberto Carlos /  Erasmo Carlos)
Mexerico da Candinha era uma coluna publicada semanalmente na Revista do Rádio, e tinha como foco as fofocas do mundo artístico. Roberto e Erasmo exploraram bem o tema e fizeram uma canção resposta muito legal.
Esse foi o primeiro álbum que eu tive do Roberto na fase da Jovem Guarda, o primeiro álbum porém em fita k7. Fita dada pelo meu pai. No LP, o grande destaque pra mim começa pela capa. As fotos de Armando Canuto na capa e contra capa mostram Roberto falando, pensativo, gravando, ouvindo a gravação, ou seja, quase o passo a passo da gravação de um disco. É um disco que eu tocaria pra quem não conhece Roberto Carlos. 

7 comentários:

  1. Boa! Essa é uma das minhas capas prediletas de discos do Roberto, minha primeira cópia dele foi presente de uma tia ainda na infância, acho que simpatizava em especial com a capa por causa dessas faixas coloridas e ainda hoje gosto da arte dele, as quatro fotos diferentes (acho que na discografia nacional é a única capa assim). E ele saiu depois mesmo dos "Canta para a juventude". Ouvi muito esse disco, mas já faz um tempinho que não ouço, a sua postagem é um convite a isso.

    Uma coisa bacana da discografia do RC nos anos 60 é que os discos são muito peculiares, podemos dizer que o É Proibido Fumar é bem próximo do Canta Para A Juventude, assim como o Jovem Guarda também teria mais a ver com o de 66, mas ouvindo desde o Louco Por Você até o disco de 1969, é possível perceber nitidamente como o Roberto foi crescendo e sua sonoridade mudando durante a década num processo evolutivo bem interessante.

    Uma história particular que me lembro com esse disco é a seguinte: sempre fui muito ciumento com meus discos, em vinil eu não empresto pra ninguém, desde criança sou assim, um dia, ainda na infância, meu pai inventou de emprestar o meu disco pra um amigo dele sem eu saber, eu já tinha mais de 20 discos do Roberto nessa época e ele achou que eu não perceberia se o disco sumisse da estante por uma semana, pois bem, ele emprestou o disco pro amigo dele no domingo. Na segunda-feira eu acordei com vontade de ouvir esse disco, hauahuhaa, como não o achei, fiquei maluco querendo saber do meu disco e aí minha mãe me contou a história. No dia seguinte sem que meu pai trocasse uma palavra comigo o disco estava novamente no seu devido lugar.

    Abraço, mano!

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  2. Grande Robert. Realmente a capa é bem à frente de 1965, quando se usavam aquelas fontes todas enfeitadas bem a cara dos anos 60. No quesito capa e histórias particulares tenho uma história. Meu pai me deu a fita k7, mas sei lá que fim deu, aliás não gosto muito de falar sobre isso porque quando eu era moleque (tá bom, ainda sou) eu costumava (bater rôlo) com tudo e nesse tipo de (mercado) foram algumas coisas que nem quero lembrar, quem sabe essa fita. Aí vem a segunda história: EMPRÉSTIMO! Não bancário, de discos e livros mesmo. Um belo dia emprestei alguns discos do Roberto, um ou outro e quando os peguei de volta, no meio de uma das capas veio além do disco certo veio esse. Então esse de 1965 eu até tenho, mas não tenho a capa. Aquele papo de que "Não tem nada na vida que eu não me arrependa", sei lá, to meio saudosista e pensativo nesses últimos dias, me arrependo de coisa pra cacete, seria melhor eu nascer de novo, :(
    Quanto ao crescimento musical, Roberto não estacionou no tempo, e isso já vem desde o Louco Por Você. A qualidade foi melhorando a cada ano. Quer dizer: Nós fãs ferrenhos somos suspeitos em falar de Roberto, mas sua carreira, sua obra não tem nada que a gente não goste.
    Abraço mano.

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  3. Ah, mano, para com isso, vai ver era pro disco estar contigo mesmo.

    detalhe: o que é "bater rôlo"?

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  4. Bater Rolo - trocar discos, livros, violão, camiseta, equação simples veja:
    Vamo batê rôlo nesses dois Elton John que eu tenho, mais uma fita k7 pirata do RPM por esse Jimi Hendrix? Tá bom, te volto mais a Playboy da Lídia Brondi...
    por aí vai

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  5. ahuahuahuha, já entendi, se quiser bater rôlo na Playboy da Lídia Brondi eu tenho aqui, ahuahuahua, to brincando, dessa Playboy eu não abro mão, a não ser se for o RC pirata ao vivo de 72.

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  6. Respostas
    1. Ah, mas eu já tenho, hehe, arruma o piratão de 72 aí que a gente conversa, hauahuah.

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