terça-feira, 21 de maio de 2013

O DISCO DE 1969






01. As flores do jardim da nossa casa
Roberto Carlos - Erasmo Carlos

02.Aceito seu coração
Puruca

03. Nada vai me convencer
Paulo César Barros

04. Do outro lado da cidade
Helena dos Santos

05.Quero ter você perto de mim
Nenéo

06 Diamante cor-de-rosa
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
01. Não vou ficar
Tim Maia

02. As curvas da estrada de Santos
Roberto Carlos - Erasmo Carlos

03.Sua estupidez
Roberto Carlos - Erasmo Carlos

04.Oh, meu imenso amor
Roberto Carlos - Erasmo Carlos

05.Não adianta
Édson Ribeiro

06.Nada tenho a perder
Getúlio Cortes


Lado A
01-As Flores do Jardim da Nossa Casa (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Composição da dupla Roberto e Erasmo falando de ausência. Porém, outra curiosidade é sobre a vida das flores. No primeiro verso fica bem clara essa idéia. (As flores do jardim da nossa casa/morreram todas de saudade de você/ E as rosas que cobriam nossa estrada/perderam a vontade de viver). As flores tem vida, claro, e tem sentimento. Elas sentem falta das pessoas, sentem quando algo não vai bem. Aliás, já ouvi falar de que as plantas ou murcham, ou secam quando chega alguém invejosa, ou que carrega o mal estar. Anos mais tarde Roberto recusaria cantar “As Rosas não falam” do grande Cartola. Roberto só canta as coisas em que acredita.

02-Aceito seu coração (Puruca)
Fala de um amor que foi, mas tem tudo pra voltar. Aqui já há uma prévia do que viria a ser os temas das canções dos discos de Roberto nos anos seguintes. Violinos, orquestra e letras focadas no amor (na sua forma eterrrrna) como ele diz.

03-Nada vai me convencer  (Paulo Cesar Barros)
Olha ele aí. Paulo Cesar do Renato e Seus Blue Caps. A letra é meio no estilo, vai e não olha pra trás. Particularmente é até legal ouvir o rei cantando algo nesse estilo. E é nessa canção que se escuta o barulho das correntes ou  pulseira. Podemos ter uma idéia da energia em que ela foi gravada, e sua voz está com o alcance e a ênfase da frase: Já canseei.... é um dos melhores momentos do disco.

04-Do outro lado da cidade (Helena dos Santos)
 A guitarra em evidência está em primeiro plano. Uma letra legal, que foi gravada em espanhol também. Quando eu era criança eu gostava daqueles solinhos da guitarra nas paradas. E há aqui também o assobio na melodia da música.

05-Quero ter vc perto de mim- Nenéo - Roberto começa cantando a capela, bem incomum em seus discos. Depois os instrumentos vão aparecendo um a um. Uma música calma com letra do tipo (volta que tá embaçado)...

06-O diamante cor de rosa - RC/EC - talvez a única música instrumental em toda a carreira. A gaita é do Roberto, bela canção, muito bem feita. Nome do segundo filme de sua carreira cinematográfica. 

Lado B

01-Não vou ficar - Tim Maia - O lado 2 do LP abre com essa porrada do síndico da MPB. O naipe de metais está a todo vapor. Letra do estilo (Sai daqui) onde a voz dele está com um alcance incrível e a banda toda perfeita. Há um coral no verso (pensando berrein). E os gritos que ele dá, pouquíssimas vezes tivemos o privilégio de o ver cantando assim. Na boa, se esse disco teve músicas que não saíram ou foram rejeitadas do estilo dessa, é um baú recheado de pérolas que não chegam ao conhecimentos dos fãs. Fica a dica (Bem que poderia sair um Robertology).

02-As curvas da Estrada de Santos- RC/EC - Os metais de novo. Há um eco no bumbo da bateria. Os violinos entram rasgando a música de fora a fora. A música que Emerson Fittipaldi ia ouvindo pra casa da namorada na praia do Gonzaga, como ele mesmo disse num dos especiais do rei. Música revisitada no disco Acústico.

03-Sua estupidez (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Letra legal, arranjo com violinos em destaque, porém a versão dele ao violão em um de seus especiais de fim de ano pela Rede Globo está linda. Deveria ser lançada em disco. Tem muito material do rei dos especiais como Se você Pensa do especial de 94, Natal Branco, e outras pérolas que repousam nos arquivos da Globo.

04-OH! Meu imenso amor (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Roberto usa o mesmo recurso vocal que repetiria um ano depois em Vista a Roupa meu bem. Da música do disco de 1969 existe um video curtinho no You Tube circulando atualmente. O arranjo tem uma sonoridade diferente de tudo o que Roberto tinha gravado até então.

05-Não Adianta (Edson Ribeiro)
Canção que seria talvez uma das primeiras vezes em que Roberto usaria a variação de sétima, sétima aumentada e sexta de um acorde. O órgão dá o destaque a partir do verso (Se não existe nada...).

06-Nada tenho a perder-(Getúlio Côrtes)
Essa música foi uma das primeiras que eu descobri como tocava no violão, rs. Variação de quinta e quinta aumentada e que fica muito bem. Além disso, tive o prazer de o Getúlio pessoalmente em 2006. Mas voltando para o disco do Roberto, A canção é boa demais para ficar como última. No vinil por exemplo, há uma perda de qualidade em virtude de ser a última do LP. Mas não tira o seu brilho. Fecha o disco com chave de ouro.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O disco é obrigatório para os que curtem ou não curtem Roberto Carlos. Aqui Roberto flertava com a soul music. Na realidade o flerte com o soul já começara em 68 no disco O Inimitável. A energia com que Roberto gravou as canções, a orquestra, a produção do disco, os temas das músicas... O disco só peca em não trazer as assinaturas dos arranjos das músicas. O disco pode ser chamado de Greatest Hits, pois das 12 músicas, 3 fizeram parte da trilha sonora do filme Roberto Carlos e o Diamante Cor De Rosa. Um disco a frente da sua época, pois a soul music não tinha chegado em terras brasílicas, muito menos em discos de artistas brasileiros.  As fotos da capa e contra capa são assinadas por Armando Canuto, as letras são diferentes do tipo de amor que o Roberto cantaria a partir da década de 70 até os dias de hoje. 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O que é ser fã de Roberto Carlos?



Depois de um tempo sem postar em virtude da minha mudança de casa, volto com um assunto barra limpa. 
O que é ser fã de Roberto Carlos?
(do inglês: fan [fæn], de fanaticFanático“) é uma pessoa dedicada a expressar sua admiração por uma pessoa famosa, grupo, idéia, esporte ou mesmo um objeto inanimado (por exemplo, um automóvel ou um modelo de computador).
Muitas vezes, fãs são organizados em fã-clubes e torcidas.
O que é ser fã?
Essa postagem originou-se de uma atualização de status no facebook do nosso amigo, leitor, comentarista e praticamente sócio da casa Robert Moura. Ele conseguiu resumir em palavras o que é ser fã de Roberto Carlos.
Assim disse Sir Robert:  Gostar de Roberto Carlos para mim é algo como ser brasileiro, ser mineiro, ser filho do Seu Vicente e da Dona Neusa, é como ser cruzeirense, coisas sobre as quais eu não tive o mínimo controle nem opção de escolha, mas se pudesse escolher eu teria escolhido tudo isso!”
Segundo o Wikipédia, a palavra fã é de origem inglesa fan de fanatic, fanático é a pessoa dedicada a expressar sua admiração por uma pessoa famosa, grupo, etc. Os fãs podem se organizarem em fã-clubes. Fanzine é uma publicação feita pelos fãs, geralmente os fanzines são impressos, hoje em dia com o advento da internet pode ser distribuída por email ou ser postada em site, o que eu nem imaginava que chamava E-Zine.
Quando somos fã, falemos de Roberto desse ponto em diante, gostamos de ter os discos (o principal, né?), revistas, publicações, DVD, cd, reportagens em jornal, poster, livros, bottom, camiseta, tudo o que é relacionado a Roberto Carlos. Aí já caímos na categoria colecionador. Que é o cara que compra, troca tudo o que vê pela frente. Segundo minha mãe, é o famoso juntador de tranqueira. O papo é sempre o mesmo quando eu chego com disco, minha mãe olha e diz: Mais disco? Pra colocar a onde?
Além de tudo, ser fã de Roberto Carlos é gostar de tudo o que ele fez e faz. Lembremos que ele já fez praticamente de tudo. Música, filme, comercial, programa de TV (como apresentador e aparições em outros programas, essa última, tanto no Brasil como no exterior), shows, participação em novelas, etc. Também é compreender todas as fases da carreira dele. Em mais de 50 anos de carreira artística, ele na década de 60 comandava a turma do Iê Iê Iê, nos anos 70 uma postura mais madura e o mergulho de cabeça em um estilo de letra mais pessoal e sensual. Nos anos 80, temas sensuais e época de ouro dos especiais de fim de ano, nos anos 90 a menção em música a todos os tipos de mulheres e profissão, na década de 2000, o maravilhoso cd acústico, os duetos, discos ao vivo mostrando Roberto no palco, projetos como Elas Cantam Roberto, com Caetano Veloso cantando a música de Tom Jobim, disco ao vivo fora do Brasil, a década de 2010 que começa, um mega projeto em Jerusalém, esse ano de 2012 o EP contendo duas músicas inéditas e com tudo isso existe gente que reclama? Falam em, Deus me perdoe, mesmice? Como cantou Erasmo na Jovem Guarda, mudando apenas uma palavra: Para o diabo com os (eu acho) de vocês.
A carreira artística de Roberto é construída com muito amor, carinho, dedicação e só com altos. Não existem altos e baixos só altos. Ele vendeu, vende e venderá muitos e muitos discos ainda.
Conheci Roberto Carlos creio que com o disco de 1978. Apesar que tinha o disco de 1969 em casa também, mas a primeira lembrança é de 1978. Em especial a música “Fé”. Eu sou de 1974, portanto eu tinha 4 anos. Não me lembro exatamente se assisti ao especial de 1978 na época, mas em algum momento eu vi. A presença de palco, falar entre as músicas, a forma de cantar, tudo me chamou a atenção. Com os anos o meu lado fã só tinha tendência a piorar. Lembro de momentos únicos como em 1980, meu pai trouxe o vinil e ao tirar do envelope de papel da loja, a capa do vinil de 1980, a música que eu colocara no toca discos Telefunken, “A Guerra dos Meninos”, poxa, eu chorei com 6 anos. Momento que não volta atrás, eu, minha mãe, meu pai na sala, eu com o disco do Roberto nas mãos... Isso tudo marca. O primeiro pé na bunda da namorada, eu devo ter ouvido Roberto. O primeiro show, sempre fiquei longe nos shows. E quando eu comecei a colecionar então? Discos... ver um disco em um sebo e pensar: Mas esse disco eu já tenho. Ao mesmo tempo pensar: Ah, mas esse aqui está melhor. 
Pra encerrar com o assunto:
A proposta do blog.
Primeiramente o blog é feito de fã pra fã. Tento compartilhar com os leitores os discos que são importantes para mim, filmes, especiais de TV, aparições na TV brasileira e estrangeira. Respeitamos a privacidade do nosso Roberto, sempre. Aqui não disponibilizamos links para downloads, troca de arquivo ou coisa parecida, ainda sou um fã (à moda antiga) que vai à casa do amigo e grava uma fita. O blog não tem fins lucrativos.
Obrigado pela visita de todos.