domingo, 20 de janeiro de 2013

O DISCO AO VIVO DE 1988









Lado A

  1. Abertura (instrumental)
  2. Proposta (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  3. Emoções (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
  4. Lobo Mau /  Eu sou Terrível / Amante à Moda Antiga (Ernest Mareska – Hamilton di Giorgio / Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
  5. Canzone Per Te (Sergio Endrigo / Sergio Bartotti)
  6. Outra Vez (Isolda)


Lado B
1.    Seu Corpo / Café da Manhã / Os Seus Botões / Falando Sério / O Côncavo e o Convexo /  Eu e Ela (Roberto Carlos – Erasmo Carlos / Maurício Duboc – Carlos Colla / Mauro Motta - Róbson Jorge – Lincoln Olivetti)
2.    Detalhes (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
3.    Imagine (John Lennon) *
4.    Ele Está Para Chegar (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)



Acredito que não era somente eu, na época desse disco, que queria ouvir em disco o Roberto Carlos no palco. Algumas vezes cheguei a gravar da TV com um gravador modelo tijolão alguns especiais. Além disso era capaz de dizer para todo mundo na sala ficar quieto.
Nesse disco é possível ouvir a diferença entre Roberto Carlos no estúdio e no palco. Quando um disco é gravado em estúdio, vários takes (tomadas ou vezes) é preciso para que uma música possa ser considerada finalizada. Desde a fase de captação de áudio de cada instrumento, até a regulagem, timbre (graves, médios, agudos e efeitos) até o volume ajustado em cada parte da música, tudo isso é um processo muito demorado. Gravar um disco não é tão simples assim. Roberto é perfeccionista como sabemos. No palco, a atenção é maior ainda, pois, diferente da gravação de um disco, no show não se pára uma música e volta. Mas quando a banda é o RC 9 conduzida pelo Eduardo Lages, é tudo perfeito. A dinâmica da banda é perfeita, sincronia perfeita. Eu queria que nesse disco tivesse a canção “Cavalgada”, pois o arranjo dela é divino. Alguém pode até me falar: Ah, mas a versão de “Cavalgada” ao vivo tem no disco do Pacaembú. Entendo, mas não é no vinil. Fiquei apaixonado por essa versão na primeira vez que vi no especial do Roberto de fim de ano.
Outro ponto alto desse disco é a comunicação de Roberto com o público. Roberto consegue fazer de um texto escrito, um diálogo com o público, bem espontâneo e natural. Eu praticamente decorei o texto desse show de tanto que eu ouvi. O primeiro contato com esse disco foi através de uma fita cassete (pirata), alguns anos depois comprei o LP. Um grande momento do disco é Roberto tocando violão em “Detalhes”, momento bem íntimo do show. Para mim é mais especial ainda pois nessa época eu começava a tocar violão. Várias vezes toquei junto com o disco. Esse disco contém a participação da cantora mirim Gabriela. O disco fecha com uma mensagem ecumênica. Confesso que na época eu muito imitei Roberto na sala dublando esse disco.

Trata-se do primeiro disco ao vivo de Roberto. O disco foi lançado em 1988 no meio do ano. O público foi presenteado então com um especial a mais. O especial foi composto de algumas partes do show no Canecão – Rio de Janeiro acompanhado de uma entrevista a Léo Jaime.
Era o show Detalhes. Aos mais atentos, era parecido com o especial de 1987. O streap tease poético relembrava os tempos da Jovem Guarda até o começo da década de 80. O medley sensual relembrando os sucessos dos anos 70 e 80 é acompanhado de um texto maravilhoso de Ronaldo Boscoli.
Os arranjos são do maestro Eduardo Lages.


Produção Mauro Motta
Arranjos e Regência Eduardo Lages
Textos Ronaldo Boscoli
Gravação e Mixagem – Roberto Marques

Fotos – Mircea Dordea (capa)

Gravado ao vivo no Canecão – Rio de Janeiro
Mixado nos Estúdios Transamérica – Rio de Janeiro
* Convidada Especial – Gabriela


8 comentários:

  1. Amigo,

    muito boa a postagem! Realmente, a gente gostava de decorar esses textos, imitar mesmo o Roberto! Queria que Cavalgada, Cama e mesa, Nêga e Apocalipse tivessem vindo, além do medley com canções do Tom (Ana Luiza/Lígia/Ângela). Mesmo assim, um trabalho inesquecível!

    Blog Música do Brasil
    www.everaldofarias.blogspot.com

    Um forte abraço a todos!

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  2. Opa Everaldo, imagina se fosse um disco duplo né meu irmão? O disco é uma obra prima, era a primeira vez que ouvíamos o som do Roberto do palco em um disco. Tenho um carinho enorme por esse disco.
    Abraço meu irmão.

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  3. Realmente, nessa época foi uma grande novidade um disco ao vivo com Roberto, ainda mais que foi lançado no meio do ano.
    Mas o disco merecia mais músicas. De qualquer forma foi um embrião. Valeu Baratta, pelo resgate.
    abrçs.

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  4. Opa Wilton, realmente, nós enquanto fãs incondicionais do Roberto sempre queremos mais. Mas é como você disse, foi um embrião. Abraços. Obrigado pela visita e comentário.

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  5. Por pouco eu poderia assinar esse texto, mano, pois também ansiava muito por ter um disco ao vivo do Roberto (já vi num livro sobre música a existência de um vinil pirata de 1972!) e mais uma série de coincidências que você cita, como ter o texto do show decorado, já estar na fissura de tocar violão na época e de ter pirado vendo o Roberto tocando "ao vivo" e confesso que também o dublei na sala inúmeras vezes, ahuahuahuahu. Esse arranjo monumental de "Cavalgada" (ispirado pelo Eduardo Lages na canção "MacArthur Park") só veio a aparecer nos shows uns anos depois, esse tema havia sido usado pela primeira vez como Abertura do Especial de 1988 (ou seria 89?Estou ficando velho mesmo) e só depois foi incluído como o interlúdio de "Cavalgada".

    Belo post (ainda terei a sua regularidade, ehhe)!

    Grande abraço!

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  6. Fala mano. Isso me deixa feliz, "Por pouco eu poderia assinar esse texto", ganhei o dia hoje rs. Vinil pirata com o show de 72, se existir está nas mãos dos nossos amigos colecionadores, pra variar. Acho que tú dubla o Roberto no meio da sala até hoje hehehe. Agora, "Cavalgada" pelo menos me lembro dela em especial no especial de 1988, quando a abertura mostrava ele em Atlantic City. Abraço mano.

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  7. Sim, eu dublo o Roberto até hoje, hauahuhaua...em shows inclusive, depois do último que eu agradeci no final do show falando: "obrigado por esse amor, por esse carinho, feliz natal e um ano novo maravilhoso" e depois sai distribuindo rosas não posso negar, ahuahuhauha...

    Então, esse vinil de 1972 eu vi num livro, uma espécie de enciclopédia de rock ou da mpb há muito tempo e nunca vi ninguém, mas ninguém mesmo o citando.

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  8. hehe, eu cheguei a ver uma capa de um cd no site Clube do Rei uma vez, não sei se é o mesmo. Po mano, vc tem que filmar essa banda aí, tô doido pra ver. Abraços

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