quarta-feira, 2 de maio de 2012

O disco de 1985


Verde e amarelo (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
De coração pra coração (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Isolda)
Só vou se você for (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Paz na Terra (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Contradições (Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle)
Pelas esquinas da nossa casa (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Símbolo Sexual (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
A atriz (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Você na minha mente (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Carlos Colla)
Da boca pra fora (Mauricio Duboc/Carlos Colla)

Verde e amarelo - Arranjo Charlie Calello
Direção de base e regência: Cleberson Horsth
Participação especial do Coral da Universidade Santa Úrsula, sob a regência do Maestro Marcelo Busslkl
De coração pra coração - Arranjo Lincoln Olivetti
Só vou se você for – Arranjo de Lincoln Olivetti e arranjo de cordas Eduardo Lages
Paz na Terra – Arranjo Gene Page
Contradições – Arranjo Eduardo Lages
Pelas esquinas da nossa casa – Arranjo Lincoln Olivetti
Símbolo Sexual – Lincoln Olivetti
A atriz – Lincoln Olivetti
Você na minha mente – Lincoln Olivetti e arranjos de cordas Charlie Calello
Da boca pra fora – Eduardo Lages

Solo de sax alto em A atriz e Só vou se você for – Leo Gandelman

Gravado nos estúdios: Transamérica (RJ), Lincoln Olivetti (RJ), Multi (RJ), Sigla (RJ), A&M (Los Angeles) e Sigma Sound (New  York). Transcrição para 48 canais Estúdios Transamérica (SP). Produzido por Mauro Motta. Fotos Externas: Luis Garrido. Foto interna: Sergio de Souza.


Verde e amarelo (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Charlie Calello
Direção de base e regência: Cleberson Horsth
Participação especial do Coral da Universidade Santa Úrsula, sob a regência do Maestro Marcelo Busslkl
Roberto e Erasmo falam aqui do Brasil, uma canção patriota, um rock gostoso com guitarras bem marcadas, bateria com efeito, baixo espetacular, tudo redondo e um belo solo de guitarra. No coro adulto uma conhecida nossa. Lizzie Bravo, a brasileira que gravou Across The Universe com os Beatles. No final da música uma bateria semelhante a de uma escola de samba.

De coração pra coração (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Isolda)
Arranjo Lincoln Olivetti
Um dos grandes sucessos do disco também. De coração pra coração fala da sintonia da emoção, do não deixar as coisas pra depois, sonhos iguais, sabor no beijo de (te quero mais)... é a trilha sonora perfeita para quando se vive um grande amor. É a canção do amor bem sucedido.

Só vou se você for (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo de Lincoln Olivetti e arranjo de cordas Eduardo Lages
Se a canção anterior fala do amor bem sucedido, aqui já dá indícios de tempos de perreio completo. O tempo em que (a gente era feliz e apaixonado) é situado em lembrança. O apenas viver agarrado, cama grande, dormir abraçado, há até uma dose de sensualidade explícita, (eu queria, e você dava sem eu pedir). Mas mesmo, vivendo nas aparências, tentar sorrir, ainda existe a vontade de (tentar novamente o amor, que um dia tivemos).

Paz na Terra (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Gene Page
Roberto e Erasmo falam aqui sobre a paz. Questionam sobre o homem como um animal estranho, que (permite abusos da ciência), procura prolongar a vida, absurdos nucleares... Mas ao mesmo tempo falam em armas. Há uma citação de que Deus é pai e pede-se paz na Terra.

Contradições (Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle)
Arranjo Eduardo Lages
Aqui a dupla Lages e Valle, falam das diferenças de um casal sobre quando um quer levar a coisa a sério e o outro acha que a vida é um Indiana Jones. Existe muito por aí. 



Pelas esquinas da nossa casa (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Lincoln Olivetti
Essa canção talvez seja o ápice da sensualidade nos discos do Roberto do anos 80. Já começa abrindo a porta sem cuidado, provavelmente chutando a mesinha de centro, rasgando as cortinas, já pára para um abraço, festival de mão boba e a continuação disso transformam todos os cômodos da casa em ambientes transáveis. Cozinha, corredor, área de serviço, banheiro, tanque...

Símbolo Sexual (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Lincoln Olivetti
Creio que foi na época em que se começou a usar o rótulo símbolo sexual. Aqui Roberto e Erasmo falam do cabelo, caras e bocas, bronzeado, jeito provocante, usados a exaustão pelas modelos em revistas, tv e mídia em geral. “mulher bonita a gente sempre vê no jornal”, no jornal nem tanto, a não ser quando tinha o Noticias Populares hehe. Mas essa música traz uma característica em que o refrão me irrita “sex sex sexual...”. Particularmente eu detesto esse refrão. Isso me faz lembrar de outra música que eu não gosto muito no disco mas em show ela é espetacular. O Charme dos seu Óculos.



A atriz (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Lincoln Olivetti
Canção que mostra o quão deve ser difícil ser casado, ou namorar uma atriz. “vejo em outros braços, tudo aquilo que é meu”. Ciúme, que é interrompido pelo telefone. No clip a atriz, claro é a Myrian Rios, Roberto aparece chegando em casa com um baita presente e encontra apenas o perfume no ar e um bilhete escrito com batom. No clip também temos a oportunidade de rever o Roberto ator, encenando e dizendo os versos da canção para a câmera, fazendo um brinde à uma cortina com o rosto de Myrian. Os atentos notarão um quadro de Elvis Presley na estante.

Você na minha mente (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Carlos Colla)
Lincoln Olivetti e arranjos de cordas Charlie Calello
Bela música escrita a quatro mãos, pelo produtor, arranjador e compositores. A letra fala de quando uma pessoa não sai da nossa cabeça. Por mais que digamos que (digo que não sei não me interessa), todo mundo sabe, todo mundo vê (que eu não consigo te esquecer...)

Da boca pra fora (Mauricio Duboc/Carlos Colla)
Arranjos Eduardo Lages
Bela canção que fala das brigas que começam e terminam, que na real o casal não briga (só fica de mal)... O Maestro Eduardo Lages tem canções maravilhosas. Confissão de 1980 é uma de se debulhar em lágrimas quando se escuta.

O disco de 1985 começa com uma canção em homenagem ao Brasil e a tudo o que simboliza ele. A beleza da mulher brasileira, futebol, o brasileiro bom de papo e de cuca. Esse ano é marcado pelo movimento Diretas Já, o povo brasileiro queria votar pra presidente também. 1985 é o ano do Rock in Rio, o primeiro festival internacional de proporções astronômicas no Brasil. Iron Maiden, Rod Stewart, Queen e vários outros grandes nomes do rock internacional dividiriam o mesmo festival que Ney Matogrosso, Erasmo Carlos, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso entre outros. Seria a ascensão alguns anos antes da queda do mercado fonográfico mundial.
No disco de 1985 de Roberto, é a primeira capa da década de 80 em que ele aparece de cabelos compridos novamente. A última capa de disco com Roberto de cabelos longos tinha sido em 1975. Era os anos 80, que segundo Raul Seixas, era a charrete que perdeu o condutor. Esse especial eu mesmo não me lembro de ter assistido, não tinha o que fizesse a Globo pegar em casa. Mas hoje graças à internet e ao you tube, constantemente somos presenteados com registros que assistimos e queremos nos lembrar e a registros que não assistimos e morremos de curiosidade. Não sei se foi o especial de Roberto de 1982 em que foi ao ar em um mesmo dia, próximo das festividades de fim de ano, em que estávamos eu e meus pais na casa da minha avó, com tios, primos, uma cambada falando alto, transitando pra lá e pra cá e o especial do Roberto na televisão. Eu só queria que todos calassem a boca, pois eu queria assistir o especial, mas não consegui assistir a nada. Mas dane-se, um dia eu vou ter todos os especiais.
 Gravado nos estúdios: Transamérica (RJ), Lincoln Olivetti (RJ), Multi (RJ), Sigla (RJ), A&M (Los Angeles) e Sigma Sound (New  York). Transcrição para 48 canais Estúdios Transamérica (SP). Produzido por Mauro Motta. Fotos Externas: Luis Garrido. Foto interna: Sergio de Souza.