terça-feira, 17 de abril de 2012

Roberto Carlos no Cinema - Roberto Carlos em Ritmo de Aventura


Roberto Carlos reinou no cinema também. Isso me faz lembrar uma das entrevistas do Ringo Starr para o Anthology em que Ringo dizia ir muito ao cinema quando pequeno. Ao voltar para casa, ele era pirata, era cowboy, geralmente o que tinha visto no filme durante a tarde. Com a turma de Roberto, Erasmo, a turma daquela época não deve ter sido diferente. Muito antes de internet, de filmes na TV, lembremo-nos que a televisão no Brasil era artigo de luxo, nem todas as casas tinham condições de ter.
Para muitos fãs, Roberto filmou apenas três vezes. Os filmes: 1968 - Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (Roberto Farias), 1970 - Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa (Roberto Farias) e o terceiro e último 1972 - Roberto Carlos a 300 Quilômetros Por Hora (Roberto Farias). Esses seriam os filmes que todo mundo conhece. Iremos falar deles em separado. Porém há uma lista de filmes em que Roberto Carlos atuou que muita gente não conhece.

Filmografia:
1958 - Agüenta O Rojão (Watson Macedo)
1958 - Alegria de Viver (Watson Macedo)
1958 - Minha Sogra é da Policia (Aloísio de Carvalho)
1961 - Esse Rio que Eu Amo (Carlos Hugo Christensen)
1966 - (*) SSS Contra a Jovem Guarda (Luís Sérgio Person)
1968 - Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (Roberto Farias)
1970 - Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa (Roberto Farias)
1971 - Som Alucinante (Carlos Augusto de Oliveira)
1972 - Roberto Carlos a 300 Quilômetros Por Hora (Roberto Farias)
1974 - Saravá, Brasil dos Mil Espíritos (Miguel Schneider)
2007 - Person (Marina Person)

Alguns já passearam pela intenet para downloads, pois no final da década de 50, começo da década de 60, a Hollywood brasileira dava sinais de um promissor início de produção em massa. Roberto faz participação especial em boa parte deles. 

Como diria um amigo meu: Ah, o Ritmo de Aventura é uma bagunça! Mas uma bagunça gostosa de se assistir. O filme já começa com uma perseguição de carro onde Roberto é perseguido por bandidos, que na realidade estão atrás dele, Roberto. A perseguição termina no Cristo Redentor, símbolo do Rio de Janeiro, do Brasil, enfim, todo mundo conhece. Roberto discute com o diretor, que é interpretado por Reginaldo Faria e volta a perseguição. A fórmula do filme é, bandidos atrapalhados que sempre perdem o Roberto de vista. No elenco temos José Lewgoy, que se queixa de sempre fazer o vilão, aqui no caso ele é Pierre. Roberto para escapar dos bandidos usa de tudo quanto é meio de locomoção: carro, helicóptero, tanque de guerra até foguete. Há uma cena de Roberto que pode ser entendida como um clipe em que ele passeia de carro conversível em Nova York, a partir dessa época, Roberto jamais poderia passear assim tão tranquilamente em público. O filme também mostra um pouco de Roberto na intimidade em cenas em que ele está pescando, respondendo as cartas de fãs, provavelmente em seu próprio apartamento na rua Albuquerque Lins onde viveu de 1965 a 1968. Além disso, mostra Roberto compondo, cena a qual eu me identifiquei imediatamente, pois sempre compus exatamente igual, com o violão e fazendo as anotações em uma folha de papel apoiada no tampo do violão. Assistindo uma vez com um amigo, recordo que ele falou algo como: Mas o RC7 era bom mesmo. Mal eles chegam e ligam os instrumentos, já começam a tocar a música... Isso por conta de Roberto dizer: Wanderley, me dá um som  de cravo aí! E Wanderley, membro da banda real, já manda a introdução de E Por Isso Estou Aqui. 

O filme ainda tem a famosa cena do telhado, o que alguns chamam como o Rooftop Concert do Roberto cantando Quando, uma alusão ao Rooftop Concert dos Beatles em 1970. Levando se em condideração que os Beatles tocaram no telhado da Apple na Savile Row em 1970 para o filme Let it Be, Roberto tinha feito em 1967, porém antes dos Beatles. Seria uma coincidência ou o nosso rei tinha realmente inspirado os Beatles? 


No filme ainda tem apresentação de aviões com a esquadrilha da fumaça, Roberto fazendo o voo de helicóptero, enfim. Um filme muito legal de se ver. Mais de uma vez ainda...Sobre a trilha sonora, quase todas as músicas do disco estão no filme. Um filme obrigatório para quem gosta e para quem não gosta de Roberto Carlos, pois retrata uma época, um comportamento, moda, um documento em forma de filme de como era bom os anos 60.

4 comentários:

  1. Tchê, Roberto, Beatles, Elvis, Dylan e muitos outros estão acima dos outros de uma maneira absurda...e muitas vezes, se superam.

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  2. Filme delicioso de se ver. Não pelo enredo em si, mas pelo conjunto de imagens deslumbrantes e pelas músicas inspiradas, uma atrás da outra.

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  3. Muito bom Baratta,adoro esse filme!

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  4. A primeira vez que vi esse filme foi durante a infância lá nos anos 80 num aparelho de TV em preto e branco, anos mais tarde revi em VHS e também tive a experiência de vê-lo no cinema durante uma Mostra de música e cinema.Muito massa! O disco com a trilha sonora foi um dos quais fui apresentado à obra do Rei junto com o San Remo e o de 1982, ótimo começo.

    Abraço, mano!

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