segunda-feira, 19 de março de 2012

O disco de 1993


1-    O Velho Caminhoneiro (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
2-    Coisa Bonita (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
3-    Hoje é Domingo (Nenéo/Dalmo Belote)
4-    Obsessão (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
5-    Nossa Senhora (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
6-    Tanta Solidão (Mauro Motta/Marcos Valle/Paulo Sérgio Valle)
7-    Se Você Pensa (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
8-    Parabéns (Altay Veloso)
9-    Mis Amores (Roberto Livi/Bebu Silvetti)


1 - O Velho Caminhoneiro (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Aranjo: Charlie Calello
Roberto abre o disco de 1993 com uma segunda homenagem aos caminhoneiros, a primeira tinha sido nove anos antes em 1984. O entrosamento dos músicos está impecável, a banda está um relógio. A dupla expõe outras características da vida de caminhoneiro que não tinham falado em 1984. O caminhoneiro de 1984 era o jovem caminhoneiro, o que pega a estrada, quase sempre madrugada e pensando na amada. Que pensa nela no caminho sonhando com os carinhos etc. O caminhoneiro de 1993 é, como o nome da canção diz, o velho caminhoneiro. O que já acumula histórias debaixo do toldo, experiência, que em uma determinada curva da estrada lembra da namorada (provavelmente a mesma de 09 anos antes), mas hoje pensa na família, que já pegou chuva, tempestade, enfim, um personagem de muita coragem e fé, descrita no trecho (no painel tem São Cristóvão, Jesus e Nossa Senhora. Nas guitarras e guitarra solo, Paulinho Ferreira. Discreto, genro do rei e toca pra caralho).

2 – Coisa Bonita (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Eduardo Lages
Quando pensei em montar a comunidade no orkut para esse disco, pensei em um milhão de coisas para dizer sobre essa música. Mas depois de ouvir o disco todo novamente, juro que não achei a canção tão tosca como sempre eu achei que fosse. Trata-se da homenagem da dupla para as mulheres meio acima do peso. Bobagem, toda mulher acha que está acima do peso. É unânime. Como se nós homens ligássemos para isso. Essa preocupação toda com a estética, com a balança para mim particularmente é uma puta bobagem.  É mais ou menos o que a sociedade impõe: a coisa de você ter que ser magro. Roberto fala isso no teatro municipal em São Paulo, palco do especial de fim de ano: As mulheres TEREM QUE SER DE CERTA FORMA, PARA SEREM FORMOSAS. A dupla de compositores mais ouvida do Brasil é contra isso. Há alguns anos chegamos, a saber, de meninas modelos que morreram por causa de anorexia ou bulimia. A dupla descreve que não entende o sacrifício de ginástica, dieta, um quilinho a mais etc. A frase (pode até me beijar, pode me lamber que eu sou dietético), deve ter sido número um nos cursos de nutrição por aí. A dupla relembra que os pintores antigos (não dispensavam o charme de uma gordinha em sua pintura). Uma música para levantar a auto-estima da mulherada. Parabéns Roberto e Erasmo. Uma dupla acima de tudo, atenciosa com o seu público.

3 – Hoje é Domingo (Nenéo/Dalmo Belote)
Arranjo: Eduardo Lages
A canção ficou ótima na voz de Roberto, isso é importante ressaltar, a interpretação de Roberto faz qualquer canção ficar ótima mesmo. A letra fala de um casal que tem uma semana de segunda a sábado de cão e espera pelo domingo, a espera pelos beijos demorados, (o dia inteiro estar contigo), coisa de casal que ainda não comeu um quilo de sal junto. Duvido que um casal mantenha esse fogo depois do terceiro ano. Mas, deixando a brincadeira de lado, Roberto parece narrar a sua própria fase em que passava. A revista Caras entrevistou o rei e dizia na reportagem que Roberto passava o dia todo com Maria Rita Simões, sua namorada na época e futura esposa. Nesse período, de 90 até o trágico ano de 1999, tínhamos um Roberto sorridente, alegre...

4 – Obsessão (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Eduardo Lages/Arranjo de Metais: Charlie Calello e Lincoln Olivetti.
Uma canção ótima tanto no disco como ao vivo. É para levantar a platéia dos shows de Roberto, isso mostra a versatilidade de se compor canções de estilos diferentes. Um show de Roberto tem canções para todas as ocasiões e para todo o tipo de público. A letra fala da pessoa que tem obsessão pela pessoa amada, passa o dia todo pensando, vai e volta do trabalho pensando, vê a pessoa amada, no outdoor (que em São Paulo hoje em dia é proibido), na TV, no serviço e no final da noite, acredita ter uma miragem da pessoa em sua cama. No especial do Teatro Municipal, antes dessa música, desceram e ficaram suspensas no ar, várias capas de discos da carreira do rei. Aos primeiros acordes de Obsessão, a capa do disco de 93 desce maior do que todas e ao centro. 



5 – Nossa Senhora (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Tutuca Borba
Maestro Tutuca nos arranjos senhoras e senhores. O cara é sensacional mesmo. Não achei o Carlos Bala na bateria, acredito ter sido por computador mesmo. Bom, o que dizer sobre essa canção? As mensagens religiosas acompanham Roberto desde 1970. Roberto é um homem temente a Deus. No especial de 50 anos do rei, em 1991, o rei fala para a jornalista Glória Maria que sua mãe, Lady Laura era católica e o pai Sr. Robertino Braga era espírita. Muito do catolicismo ele aprendeu com a mãe e do espiritismo com o pai. A última vez que o rei tinha gravado uma canção do gênero tinha sido em 1991 com Luz Divina. Em resposta em outro especial da Globo de fim de ano, Roberto diz que os padres tinham dito algo como: Olha, você precisa fazer uma música para Nossa Senhora. Canções com esse tema seriam frequentes nos anos seguintes, principalmente quando Maria Rita viria a ficar doente. É importante dizer, que as canções de Roberto e Erasmo de caráter religioso, são acima de tudo orações. Cresci ouvindo na igreja que, quem reza cantando, reza duas vezes. Eu toquei 15 anos na igreja católica, de 1989 em diante. Como fã confesso do Roberto que sou, briguei muito para Luz Divina, Jesus Cristo (1970) e Nossa Senhora entrarem na nossa pasta de cantos.

6 – Tanta Solidão (Mauro Motta/Marcos Valle/Paulo Sérgio Valle)
Arranjo: Nilo Pinta
Essa canção tem uma letra profunda explorando o tema da saudade deixada pela pessoa que partiu. Roberto, creio eu, adora esse tipo de letra, lembremos de Abandono (79), Atitudes (73), Você já me esqueceu (71), são letras do estilo corta pulso. A letra da Tanta Solidão, assim como as letras de Roberto e Erasmo, é uma letra adulta, mostra maturidade e muito sentimento. Roberto é o cara na hora de interpretar, quando ele canta, parece que está cantando sobre sua própria vida.  Porém, Roberto chuta o balde quando compõe com Erasmo a canção Tem Coisas Que a Gente Não Tira do Coração (96).

7 – Se Você Pensa (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Charlie Calello/Cobertura de Cordas e Metais: Eduardo Lages
Com essa eu fiquei puto. Calma, vou explicar. Geralmente o disco saía antes do especial da Globo (infelizmente hoje em dia , nem disco nem especial). Na época eu nem sonhava em ter um vídeo em casa. Por isso não lembrava das versões de outros especiais. Pois bem, no ano de 1992, Roberto tinha feito essa canção no especial junto com Erasmo. Ao ver que ela estava no disco de 93, fiquei entusiasmado torcendo para: que se não fosse a mesma versão, pelo menos estaria algo próximo do que eu tinha visto um ano antes. Quando ouvi, fiquei decepcionado. Um Roberto cantando sem soltar a voz, os instrumentos sem aquela (pegada)... Para mim, A versão tinha que ser a do especial e com um Roberto bem agressivo cantando.  Odiei. Hoje entendendo de música um pouco mais que em 93, eu fico mais puto. Bom, comentemos sobre o especial do ano de 93, em particular nessa música. Um pouco antes, semanas, ou dias, não me lembro, um amigo tinha me dito que o rei tinha feito um show no Teatro Municipal de São Paulo. Se eu assisto um especial daquele ao vivo eu infarto. Bem, creio que fui gravar o especial na casa da minha avó falecida em 2011. A cortina entre a banda RC 9 é o alvo das câmeras. Então, vem uma coletânea de imagens de especiais antigos, o público se anima e em algumas partes a insistência em se colocar imagens do rei dirigindo. De repente, vem a cena do Em Ritmo de Aventura, Roberto vem com o Porsche vermelho e entra pela cortina com aquele puta carro com uma cara igual o Elvis começou o Comeback 68, onde ele entrava desafiando (If you're looking for trouble
You came to the right place) ou seja (se você está procurando por problemas, você veio ao lugar certo). E olha para o público do Municipal ainda desafiador. No que o rei bate a porta do carro, o RC 9 começa aquele arranjo lindo de morrer com a metaleira gritando bem alto e o Dárcio mandando ver no Baixo. A melhor versão dessa música.

8 – Parabéns (Altay Veloso)
Arranjo: Eduardo Lages
Altay Veloso na voz de Roberto Carlos é uma combinação ótima. Suas letras são bem emotivas e no caso dessa em especial, a letra narra a situação de como é difícil o primeiro aniversário da pessoa amada, depois que o relacionamento tecnicamente foi para o ralo. É realmente desconcertante você se ver em meio a recordações de momentos e o mais incômodo de tudo seja justamente você ligar para a pessoa. Mas o que acontece é isso mesmo, porém, no primeiro ano a gente lembra, no segundo ano a gente erra o dia, no terceiro ano a gente já está com outra, A FILA ANDA.

9 – Mis Amores (Roberto Livi/Bebu Silvetti)
Arranjo e Direção: Bebu Silvetti
Quando eu ouvi essa música no disco de 93, eu já conhecia. Tinha ouvido em uma fita cassete de um amigo. Graças ao compartilhamento de músicas, vulgo pirataria, anos mais tarde acabei descobrindo que eu já conhecia a canção porque ela teria sido gravada originalmente em 1988 para o disco espanhol de To Chutando Lata de 87. Bela canção, uma das minhas favoritas nesse disco, essa eu canto junto.

Considerações finais

O disco de 1993 vem com uma capa diferente, com Roberto de Jeans, a paisagem do local desfocada, fugindo um pouco do costume de fazer as fotos em estúdio. A foto do encarte e da contracapa são da mesma sessão. As canções do disco estão perfeitas, é impossível para a gente, que é fã, dizer: Putz, o Roberto não precisava gravar isso. Mesmo as canções de toda a carreira dele, principalmente aquelas que torcemos o nariz na primeira audição, creio que seja uma questão de ouvirmos com mais atenção, ler a letra no encarte, analisar o que levou Roberto e Erasmo a compor sobre tal tema ou gravar uma música de um determinado compositor. Ainda falando sobre o encarte, nota zero para a fonte (letra) usada no campo dos arranjos e músicos. Nos agradecimentos, duas (novidades) um agradecimento escancarado à TRANBRASIL com direito a logo e tudo e mais abaixo o telefone do maior fã clube do Roberto no mundo, o Grupo Um Milhão de Amigos da Vera Marchisiello, detalhe: Não achei nada na internet referente ao fã clube, recorri a uma edição do jornal do fã clube datado de novembro de 1998, enviado a mim pela Vera. Gravado nos estúdios Sigla e Impressão Digital (RJ), Criteria Recording Studios (Miami) e Cherokee (Los Angeles). Foto: Luís Garrido.


4 comentários:

  1. Acho essa capa muito massa, o disco porém não está entre meus prediletos.Dos anos 90 os meus prediletos dele são o de 90, 91, 96 entre os de inéditas e o Canciones que Amo e o Acústico.

    "O Velho Caminhoneiro" revisita a canção de 84, porém com menos inspiração que a primeira, assim como "Coisa Bonita" também vai numa onda já abordada antes das homenagens às mulheres, acho que "Mulher Pequena" foi mais feliz também."Obsessão" era uma que funcionava legal ao vivo, mas também acabou não tendo muita longevidade. "Nossa Senhora" para mim é a grande cançao desse disco, uma das mais belas melodias e letras por que não dizer, da dupla dinâmica, me comove muito essa música independente da questão religiosa. O Roberto sempre faz questão de lembrar nos shows que o arranjo é do Tutuca, no qual ele foi muito bem sucedido, diga-se de passagem. Da interpretação do Roberto vou dizer o que? Um dos momentos mais tocantes do Show no Maracanã foi quando ele a cantou. Em relação à "Se Você Pensa" você descreveu exatamente minha reação, esperava aquele versão quebradeira da turnê com o baixo comendo solto nos slaps, metais faíscantes e aí rola essa versão baladinha fim-de-festa. A versão original é sensacional e esse arranjo de 1992/93 também (essa cena dele entrando de carro no palco do Teatro é phoda também, parece que ele voltou a ser o Roberto da Jovem Guarda por alguns minutos! Um presente para caras como nós que não viveram a época), prefiro até aquele versão remix que rolava em clip do que a que saiu nesse disco. "Mis Amores" eu gosto e as que não citei individualmente honestamente para mim não adicionam muito à discografia do Roberto.

    Considerações finais: "é difícil para a gente que é fã dizer: putz, o Roberto não precisava gravar isso." Enfim, acho que o artista deve procurar o máximo de liberdade para realizar seu trabalho, mas o Roberto acaba se prendendo sim em manter um certo padrão, em agradar o público de uma certa forma, no caso desse disco ele foi por aí, recorreu a temas que tiveram boa repercussão em outros trabalhos, como o caminhoneiro e homenagens às mulheres, mas acho que acabou não sendo tão feliz, embora para mim só "Nossa Senhora" por si só já justifique esse álbum.

    Ainda sobre essa questão da liberdade do artista e de recorrer à temas já visitados, tem uma estória do Clapton assim: ele queria gravar um disco de blues que não era algo tão comercial, aí a gravadora disse: dê-nos um disco de sucesso e liberamos a gravação do disco de blues. O que ele fez: compôs a música "Bad Love", na qual o riff de introdução é no estilo de "Layla", um dos seus maiores sucessos, no meio ele ainda faz uma modulação como a que tem nessa música, tascou um refrão "pegajoso" e de garantia colocou uma passagem no meio como na música "Badge", outro sucesso da carreira dele, parceria com nosso querido George Harrison. Resultado: a música estourou (é uma das minhas prediletas dele) e o disco de blues (maravilhoso) foi gravado. Enfim, nenhum crime recorrer à antigos temas que foram sucesso, Roberto foi feliz nisso várias vezes na carreira, seja nas músicas falando de carros, Deus, ecologia, para não falar das canções de amor, mas não considero esse disco um dos melhores momentos de sua carreira.

    Obs: apesar do blog ser público, esse tipo de papo sobre o Roberto só levo com pessoas como você que entendem o quanto gosto dele, mas que também têm senso crítico e tocam/entendem de música.

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  2. Bem lembrado mano a história do Clapton que eu não conhecia. Aliás, vi em uma reportagem do Globo Reporter se não me engano em que descrevia o Roberto da seguinte maneira: Ele grava o que quer, canta o que quer e quando quer. Algo assim. Hoje ele não grava mais músicas de ninguém, apenas de gente do meio mesmo. Segundo o site oficial, a acessoria dele não recebe mais fitas ou cds para avaliação... Mas existem histórias fantásticas no melhor estilo Missão Impossível de compositor seguindo os passos dele. Esse disco eu gostei, é difícil para nós que somos fãs falarmos qual disco, qual música nós gostamos mais ou menos. Mas a carreira dele, tudo o que falta, vai render muito bate papo entre amigos aqui no blog. Abraço mano.

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  3. Cara,

    esse disco tem uma história especial comigo! Ouvi suas canções na véspera de seu lançamento e também me decepcionei um pouco: Coisa bonita, achava muito estranha com aquela introdução que na época eu achava que era sanfona rsrsr e também não gostava de ter 'regravado' uma canção antiga, que tirava o lugar de uma nova! Sem falar que torcia o nariz ao fato do disco ter 9 músicas, uma em espanhol e ainda uma regravação, deixava o projeto menor, a meu ver!
    Mesmo assim, estava lá na loja as 7 da manhã, porém o disco atrasou aqui e só chegou as 11! Também adorei a capa, embora sentia falta de músicas mais românticas como foi o anterior a ele: pra mim, românticas só Hoje é domingo e Tanta solidão! Gostei do tema de Parabéns, mas a achava enjoadinha, embora gostasse do refrão e da ideia.
    Não podemos negar que apesar dos pesares, temos aqui mais um clássico em sua obra, o que já estava ficando cada vez mais raro: Nossa Senhora! Eu também cantei em igreja, por um tempo, e não entendia porque essa e outras canções só poderiam ser consideradas litúrgicas, se algum padre a regravasse (na boa, achava isso uma hipocrisia, essa diferença que criam para dividirem entre música do mundo e música de Deus).
    Mas, a capa me agradou tanto que comprei uma jaqueta jens igual rsrsrs! Da marca Lee, só nunca consegui acertar a pose, mas queria fazer igual também rsrsrsr!

    Blog Música do Brasil
    www.everaldofarias.blogspot.com

    Um forte abraço a todos!

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  4. Grande Everaldo. Realmente foi um disco não tão romântico como os anteriores, mas mesmo assim marca uma época interessante da minha vida. Mas é legal relembrar, não lembro como consegui comprar o disco, mas os discos da década de 90 eu comprava, se não fosse no dia do lançamento, comprava uns dias depois. 93 eu estava com 19 anos, ê tempinho bom, mas eis que meu primeiro namoro acabou nessa época aí. Nos primeiros dias a gente perde o chão e nada mais importa, nos dias seguintes a gente vê que o mundo continua igual e que quem se fodeu foi só a gente, a vida continua. Mais uns dias a gente vai aprendendo a lidar com isso. E pensar que ela (a primeira namorada) ainda tinha comentado antes dela terminar: Ah, posso te dar esse disco? Aí eu (ainda estava tudo bem) fora um pequeno desentendimento entre eu e os pais dela, eu disse: Você não trabalha, com o dinheiro do seu pai eu não quero. Orgulho, mais que devido, e nem precisava ganhar né? Acabei comprando o disco.
    Na época que eu escrevi esse post, acho que eu não tinha voltado a tocar na igreja, realmente eu tenho contato com isso até hoje. Muitas músicas que as vezes a gente quer tocar, nego vem e diz que não é litúrgica. Fazer o quê né?
    Obrigado pela visita e comentário mano.
    Abraços

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