segunda-feira, 19 de março de 2012

Acervo - Coleção

“O que é que você tem, conta pra mim
Não quero ver você triste assim
Não fique triste o mundo é bom
A felicidade até existe...”,
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Na mão dos colecionadores...

Quando a gente gosta de uma ou outra música de determinado artista ou banda é uma coisa. Quando a gente é fã, opa, a coisa fica um pouco mais complicada. Quando somos completamente loucos pelo trabalho do artista ou banda, aí já é doença. Como sou um doente por Elvis Presley, Roberto Carlos e Erasmo Carlos, Kiss, Led Zeppelin e Deep Purple, não tenho outra palavra para descrever a não ser: Triste. Marco Antônio Mallagoli, fã e colecionador de Beatles certa vez disse: Fã de Beatles sofre. Não tiro sua razão. Mas fã em geral sofre.

Ser colecionador do Roberto é uma tarefa extremamente complicada, pois o rei tem lançamento nos quatro cantos do mundo. Isso falando em termos fonográficos. É como se cada país tivesse a sua própria discografia. Mas a palavra coleção, no nosso caso de fã se divide em várias categorias.

Fonográficos: seriam todos os Lps, CDs, compactos, fitas k7, cartuchos, Picture discs, single, EP, ou seja, tudo aquilo que toca a música. Seja qual for o país de origem.

Memorabília: revistas, recortes de jornal, fotos, ingressos de show, livros, posters, etc.

Souvenirs: caneca, bottom, camisa, bandana, pulseira, bandeja, cortina, toalha, tênis, a lista é imensa.

Vou postar aqui sempre alguma coisa da minha coleção, que é muito humilde. Costumo dizer que tenho pouco material, mas o que eu tenho me deixa feliz e tenho um ciúme imenso. Ah, e estou aberto a doações para o meu acervo. Nacionais em Lps ainda me faltam: o Splish Splash, É proibido Fumar, Canta para a Juventude, Jovem Guarda, o disco de 1969 e o de 1981 em inglês. Se alguém tiver mais que um e quiser doar ou vender, pode mandar um comentário e a gente conversa.
Bom, começarei essa categoria com algumas fotos de alguns discos que possuo. Se formos pensar de uma maneira mais racional, hoje em dia todo vinil é uma raridade.

Compacto Eu Amo demais

Esse compacto por exemplo é um compacto em que todas as musicas são conhecidas de outros discos. Todas contidas no LP "San Remo 1968", porém lançado em 1976. O compacto é datado de 1975. Ou seja, saiu um ano antes do LP que reúne 12 canções gravadas de 1966 até 1973. Agora, o meu compacto está com o ano de 1975, as músicas foram gravadas até 1973. Em qual ano as canções foram gravadas? Infelizmente, no Brasil não temos uma atenção devida quando o assunto é ano, dias de gravação, em quantos takes foram feitos, músicos envolvidos na gravação. Dos Beatles por exemplo nós temos livros como o The Beatles Recording Sessions, ou o The Complete Beatles Chronicle ambos escritos por Mark Lewisohn.
Outro detalhe que chama atenção é o desing da capa. Até meio incomum para um disco do Robero, uma faixa do lado com o nome das músicas, a primeira vista nota-se que não se trata de uma capa extraída de um LP, porém a foto é uma das fotos contidas no Lp de 1973. Fã que é fã, não apenas compra e escuta um disco. Como se não bastasse ainda fica esmiuçando a capa, lendo até o Indústria Brasileira, Avenida...

Pedro e o Lobo. 



Roberto Carlos narra Pedro e o Lobo com a Filarmônica de Nova York regida por Leonard Bernstein. Se hoje em dia qualquer disco de vinil é raro, até 1996 ano em que se saiu o último LP anual do Roberto no Brasil, esse disco conhecido como Pedro e o Lobo era uma raridade a mais, era um disco fora de catálogo. O disco está com a data de produção de 1970. Nunca o vi nas lojas. Em tempos em que não tínhamos a internet, jamais poderia imaginar que Roberto tivesse gravado algo nessa linha. Mas gravou. Na sua discografia ele não constava, não me lembro quando tomei conhecimento desse disco. Mas a sensação de achá-lo no Mercado Livre, entrar em contato com o vendedor, sair de casa para buscar O disco, voltar no ônibus lendo todas as informações da capa e contra capa e por fim tirar o disco de dentro da capa e ver que o selo da CBS era azul... não tem preço. 



O disco de 1981.
Até aí, nada demais, pois trata-se do disco que contém sucessos como Emoções, Tudo Pára, Cama e Mesa, As Baleias entre outras. Talvez por ser um disco dos que eu mais gosto pela equalização, sonoridade, resposta de graves, médios e agudos... fiz questão de (acumular) edições desse disco. Então resolvi tirar uma foto de todas as edições que possuo. A fita k7 e o recém adquirido mais novo LP são o meu xodó, seguidos do compacto e no final pelo cd que saiu com uma edição horrível. A parte gráfica está horrível, com foto de péssima qualidade, sem a tradicional moldura branca e ainda por cima ainda baniram as fotos da parte interna do álbum e da contra capa. 



Nessa primeira parte falando das coleções postei alguns discos. Na próxima vez postarei algumas revistas, fitas k7, material em pauta é o que não falta.

7 comentários:

  1. Ah, eu sofria com essas edições em cds que não traziam as fotos internas e de contracapas. Lá por 1998 cheguei a escrever pra Roberto reivindicando isso. Já estava pronto pra fazer minhas próprias capinhas em casa, quando saiu os Boxes pra Sempre, onde foi corrigida essa falha.
    Tá certo que eu gostaria de ter a ficha técnica com os músicos participantes e datas de gravações. Mas em se tratando da discografia de RC essas caixas já foram um grande avanço.

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  2. Gosto muito dessas capas de compactos e de alguns discos importados mais "descompromissadas", algumas chegam até ser "avacalhadas", meio corriqueiras mas não deixam de ser interessantes, uma que me lembrei agora é a do compacto "Eu Daria Minha Vida".

    "O Pedro e o Lobo" também foi bem especial para mim quando consegui comprar, até então foi o preço mais alto que havia pago em um disco que eu já quase não acreditava que fosse conseguir. E com a New York Philarmonic regida por Leonard Bernstein ainda. Phoda!
    Falando nessa falta de informações em alguns discos, embora esse até tenha um texto na contracapa, gostaria de saber como se deu a gravação, se o Roberto conheceu o Bernstein, se gravou junto ou se só adicionou sua narração depois em cima da gravação da orquestra.

    E o disco de 1981, o que dizer? Um dos melhores da carreira dele. Uma historinha rápida que talvez já tenha te contado: por causa desse compacto eu passei uma festa de reveillon inteira sentado no sofá de braços cruzados, família toda sambando e eu lá querendo ouvir o disco da minha tia que eu não tinha, hehe...isso lá pelos 5 anos de idade.

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  3. Doctor Robert irmão... você tinha contado sim, mas tudo o que você já contou, conte de novo aqui no blog. Aliás, sobre essa história eu também já emburrei numa noite de natal, na casa da minha avó porque a gentaiada que tinha falando, não me deixaram assistir o especial do ano, creio que de 82. Nunca vou esquecer aquilo, que raiva bicho hehe.

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  4. Rapaz, tambem sou um pequeno colecionador, tenho alguns materias sobre a obra do rei, tambem criei um Blog chamado "Blog AM7 - Fera Ferida" e por ocassião vir seu endereço no Site do meu Amigo Fabiano Cavalcante, me chamo Adailton Moura, sempre estou em busca de alguma curiosidade, tambem fico a dispossição de meu pequeno acervo, e acredido que possamos até trocamos ideias a respeito. Meu E-mail "classicosdorei@gmail.com"

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  5. Olã Adailton, estou olhando o seu blog e entrarei em contato contigo ainda hoje via email. Obrigado pela visita e comentário. Seu blog será relacionado aqui na barra lateral "Blogs e sites Robertísticos". Abraços

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  6. Oi amigo, meu nome é Edmilson Junior e faço uma pesquisa de doutorado sobre os fãs de Roberto Carlos, ja entrevistei inclusive o Fabiano Cavalcanti, entre outros fãs, voce poderia me passar seu e-mail para conversarmos? Abraço. eis meu e-mail: edmilsonjunior@ibest.com.br

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