quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Exposição Oca Ibirapuera - parte 1

Nunca na história desse país, se viu um evento desse. Pelo menos não desse porte. As comemorações dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos superaram todas as expectativas, realmente foi algo grandioso como nunca se viu e dificilmente será visto de novo. Muitos artistas que começaram na mesma época que o Roberto, também completaram ou irão completar 50 anos de carreira, porém sem as mesmas proporções, por falta de incentivo, patrocinador, enfim, o Brasil de uma certa forma mata seus ídolos e consequentemente sua história, sua cultura. Desde já digo que não esqueci os artistas contemporâneos que já completaram ou vou completar 50 anos de carreira.
A exposição na Oca do Ibirapuera em São Paulo foi o evento mais espetacular que eu já vi em toda a minha vida. Paul McCartney disse no documentário dos Beatles o Anthology, que certa vez Elvis Presley e o seu empresário Coronel Tom Parker tinham tido a idéia de mandar um carro do Elvis em tournée. As pessoas iam, pagavam ingressos e viam o carro e não o Elvis. Em 1967 os Beatles tinham gravado o conceitual e magnífico álbum Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band. Por se tratar de um álbum, pelo menos na época, quase impossível de ser reproduzido em palco, e porque os Beatles estariam se encontrando dentro do estúdio, já era a época das super produções do quarteto de Liverpool, onde dentre outros experimentos eles  usavam vários takes de uma mesma canção para chegar na versão final, tocavam a fita (fita de rolo de 4 canais) ao contrário, e muitos outros experimentos que hoje passam desapercebidos e são ignorados pela geração de hoje.
Toda essa história dos Beatles, do Elvis deve ter impulsionado o SENHOR MASTER DAS IDÉIAS Dody, empresário do Roberto.
Tentarei aqui documentar através das fotos, toda emoção que senti nas cinco vezes que lá estive. Porém vou fazer isso em várias partes.
Logo ao entrar já se deparava com o magnífico calhambeque reformado pelo piloto e amigo do Roberto, Emerson Fittipaldi. A trilha sonora era a canção calhambeque que ecoava e tocava seguidas vezes, até cheguei a pensar, se esse som estiver saindo do rádio do carro, a bateria vai pro saco desse jeito rs.





Como vocês podem reparar, embaixo de cada carro havia a inscrição “Favor não Tocar”. Eu juro que tentei obedecer, mas toquei, fiz o sinal da cruz, me benzi...
Depois de passar pelo calhambeque, seguia se a direita e no espaço onde parecem ser as janelas da Oca, tudo foi usado para que se colocassem os objetos pessoais do Roberto.


                                                     O famoso violão e o blusão de couro.

A seguir viriam os carros. Roberto sempre foi um apaixonado por carros e velocidade. Mas Roberto é um ser humano que se apega demais, como ele contou no Programa do Jô, em São Paulo o carro que ele mais anda é o Escort 1993. Abaixo constam as fotos do Landau Real e do Escortão.



Espaço dos presentes
Cerca de um ano antes o site oficial já noticiava essa exposição e pedia que os fãs mandassem o que quisessem para assim enriquecer a exposição, porém com uma ressalva: os objetos seriam doados por parte dos fãs mas não seriam devolvidos. Como disse no início do blog, não sou colecionador e tenho muito amor no pouco que tenho. Lembrei  me dos 4 livros “Roberto Carlos em Prosa e Versos” de 1967 (que será comentado no blog em breve). Como foi difícil para consegui los. Lembrei e fiquei com eles. Durante a exposição, falei com quase todo mundo que eu tinha os livros com a ressalva: Querem os livros? Meu preço: Conhecer Roberto Carlos. Para não tomar ainda mais o tempo do leitor, os livros estão comigo e eu não conheci Roberto Carlos. Mas como ele mesmo diz em Seres Humanos: Aiiiiiiiiinda...
Mas vamos lá, os presentes. Os presentes os fãs enviaram, são presentes dados na boca do palco, em vários momentos, e Roberto os guarda, tem carinho pelos presentes. E estavam todos lá. Muita gente viu novamente o presente que deu ao rei na redoma de vidro, muita gente se emocionou com isso. Muitos carros de pelúcia, bonecos a diversidade era imensa.


Bom, aqui encerramos a primeira parte da visita, lembrando que ainda tem muita coisa para mostrar. Ainda falaremos sobre os discos de ouro, platina, diamante, os prêmios e sobre os outros ambientes dessa maravilha que foi a Exposição sobre os 50 anos de carreira do nosso rei Roberto.



3 comentários:

  1. Essa eu perdi...muito massa o Landau e o violão Di Giorgio que aparece em muitas fotos com ele.

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  2. Doctor Robert, você acredita que eu procurei e não tenho sequer uma aqui?

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  3. Quando meu pc voltar a ativa, te mando!

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