segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O Disco Amor Sem Limite (2000)



  1. O Grande Amor Da Minha Vida (Roberto Carlos)
  2. Amor Sem Limite (Roberto Carlos)
  3. O Grude (Um Do Outro) (Roberto Carlos)
  4. O Amor É Mais (Roberto Carlos)
  5. Eu Te Amo Tanto (Roberto Carlos)
  6. Tudo (Martinha)
  7. Tu És A Verdade Jesus (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
  8. Mulher Pequena (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
  9. Quando Digo Que Te Amo (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
  10. Momentos Tão Bonitos (Eduardo Lages / Paulo Sérgio Valle)

O disco marca a volta a carreira depois de um período de luto em decorrência da morte da sua esposa Maria Rita. Os discos do rei, em sua maioria sempre levaram o seu nome apenas como título. Nós, súditos, quando falamos dos discos falamos “Roberto 72, Roberto 81, Roberto 79, Roberto 69, Roberto 71”, tanto que “Roberto Ao Vivo” para mim sempre vai ser o de 1988. Para este disco Roberto compôs sozinho a maioria das canções. Um trabalho cuidadoso e que falasse do “amor na sua forma eterna”. Esse disco traz o nome de “Amor Sem Limite”. As canções deste disco representam tudo o que ele queria dizer no momento. Em novembro daquele ano, Roberto fez o show da volta aos palcos, no estádio do Geraldão em Recife. Por algumas vezes Roberto não conteve as lágrimas, dividiu sua dor com o público e o show foi sim, um dos melhores e mais emocionantes da sua carreira. No disco ainda há a canção “Tudo” de autoria de Martinha e “Momentos Tão Bonitos” do maestro Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle. Foram inclusas também as canções “Eu Te Amo Tanto” do disco de 1998, “Mulher Pequena” do disco de 1992 e “Quando Digo Que Te Amo” do disco de 1996. “O Amor É Mais” apareceria regravada no disco de 2005, mas a gravação do ano 2000 é que eu mais gosto.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Show do Dia 7 de Fevereiro de 1969.




Chegar e postar os vídeos raros aqui é fácil. Mas quando eu comecei a colecionar Roberto por volta de 88, 89, nem imaginava que entraria em uma fase que dura até os dias de hoje. Lembro-me de ter visto esse especial em algum momento dos anos 80, ou 90 na TV Record e, claro, provavelmente, ainda nem tinha vídeo e não gravei. Mas a minha memória é muito boa. Quando entrei para o mundo virtual e descobri o you tube, muitos vídeos já estavam disponíveis na rede, mas esse não. Então já em contatos com amigos, lembro que o seguidor do blog Robert Moura subiu o vídeo do Show do Dia 7 de fevereiro de 1969 no you tube. Fora esse vídeo, é comum encontrar as músicas apresentadas que são Lobo Mau e Se Você Pensa, mas só as músicas. Aí vem a memória do Baratta que pensa: Ué, mas a roupa do Roberto na “Se Você Pensa” está igual a na “Lobo Mau”, opa, deve ser do mesmo dia, da mesma apresentação. Mais que isso ainda, eu me questionava que Roberto tinha dito algo de ser fiscal da prefeitura. E a gente sempre naquela busca constante de vídeos antigos até que agora em 2017 em junho postaram o vídeo antigo. Completo com a introdução comentada de Wilson Simonal. Deus abençoe a essas boas almas que colocam esses vídeos no you tube fazendo com que estes não sejam raridades exclusivas de meia dúzia que se acha donos da obra do Roberto.
Com vocês, o vídeo completo da participação do Roberto no Show do Dia 7 de Fevereiro de 1969.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Globo Repórter 1991 (Uma Vida de Emoções)


Nós que somos fãs do Roberto, sabemos como é difícil ver algo dele fora dos tradicionais especiais de fim de ano. Mesmo assim em 1988 teve o programa especial sobre o lançamento do disco ao vivo, em que ele concedeu uma entrevista ao Léo Jaime. Uma ou outra vez algum clipe era lançado no Fantástico. Fora isso uma ou outra entrevista era concedida ao Amaury Jr. Mas em 1991, Roberto completava 50 anos de idade e o Globo Repórter fez um programa especial sobre o rei. Falando da vida e obra, com entrevista, com vídeos e finalizando com o show no Ginásio do Ibirapuera. Como no caso da postagem anterior (A entrevista na MTV), esse Globo Repórter não tinha no you tube até pouquíssimo tempo atrás. O vídeo foi upado em agosto desse ano.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Entrevista para a MTV 2001


Em 2001, Roberto Carlos participou do programa A Entrevista. Quem gravou na época teve sorte. O vídeo foi postado recentemente no you tube.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

San Remo 1968



Lado 1
  1. Canzone Per Te (Endrigo – Bardotti)
  2. Eu Daria A Minha Vida (Martinha)
  3. Maria, Carnaval e Cinzas (Luiz Carlos Paraná)
  4. Você Me Pediu (Luiz Fabiano)
  5. Com Muito Amor E Carinho (Eduardo Araújo – Chil Deberto)
  6. Sonho Lindo (Maurício Duboc – Carlos Colla) Arranjo: Chico de Moraes)

Lado 2
  1. Un Gatto Nel Blu (Toto Savio) Música participante do XXII Festival de San Remo
  2. O Show Já Terminou (Roberto Carlos – Erasmo Carlos) Arr: Chico de Moraes
  3. Ai Que Saudades Da Amélia (Ataulpho Aves – Mario Lago)
  4. Custe O Que Custar (Edson Ribeiro – Hélio Justo)
  5. Eu Amo Demais (Renato Corrêa)
  6. Eu Disse Adeus (Roberto Carlos – Erasmo Carlos)

Desde 1961, quando pela primeira vez entrou nos Estúdios da CBS para gravar o histórico elepê “Louco Por Você”, a carreira de Roberto Carlos foi uma sucessão de conquistas, conseguida com muito trabalho e principalmente com muita vontade de vencer. Desde o início, imitando João Gilberto e Elvis Presley, interpretando versões, percorrendo corredores das rádios indo a shows, longínquos de ônibus, trem, etc. cantando muitas vezes de graça em circos, em caravanas de artistas novos, Roberto pode ser apontado com o um autêntico exemplo para o artista que agora se inicia na carreira: ele passou por todos os caminhos, disputou com tenacidade mas com muita fé, o seu lugarzinho ao sol, assimilou a apreendeu o máximo daquela fase inicial de incertezas, mas indispensável a formação musical de qualquer época, Roberto sabia o que estava fazendo, confiava muito em si próprio, e com personalidade e principalmente com um magnetismo pessoal já marcante, suportou àquele período incerto com paciência e com a certeza interior de que “iria acontecer um dia”.

O sucesso veio definitivamente com a versão de “Splish Splash” feita por Erasmo Carlos – começava daquele momento também uma parceria famosa, agora com mais de trezentas músicas de bagagem. A bola de neve continuou aumentando: veio “Parei Na Contramão”, “Calhambeque” marcando o êxito definitivo e o primeiro troféu Roquette Pinto, como cantor revelação do ano. Depois veio a TV RECORD e o programa Jovem Guarda com Roberto comandando o espetáculo – nascia ali o maior movimento de música jovem autêntico, já nascido no Brasil: Roberto mudou a maneira de vestir, de pentear o cabelo, de falar da juventude  daquela época. Roberto aí já era uma imagem nacional, um símbolo imitado, um foco de influência positiva, sadia, adorado, imitado, por toda uma geração.

“Quero Que Vá Tudo Pro Inferno” foi um marco importante na carreira de Roberto – um cantor jovem atingia com a força dos seus versos a todas as faixas: do pobre ao mais sofisticado todos até hoje cantam aquela que foi realmente transformada em hino de toda uma geração. “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno” consagrou RC definitivamente, naquele ano ele recebia o Troféu Disco De Ouro, prêmio máximo do mundo do disco do país. Em 65, 66 e 67 ganha o Troféu Roquette Pinto, participa do mesmo ano em Cannes do Festival de música daquela cidade – recebe então o Troféu Midem o primeiro troféu internacional de sua carreira. Em 68 conquista a Europa ao ganhar o primeiro prêmio do Festival de San Remo, interpretanto “Canzone Per Te” de Sergio Endrigo, representando o Brasil (foi a primeira vez na história daquele  festival, que um artista estrangeiro ganhava o primeiro prêmio).

Começaram então os filmes, mais viagens ao exterior, as primeiras gravações em espanhol, a conquista do difícil mercado latino-americano (na Argentina é considerado como o maior vendedor de discos, sobrepujando com larga diferença os ídolos locais): cantando em castelhano ou em italiano, a comunicação é sempre a mesma: total, vibrante, dentro de um estilo personalíssimo! Nos três shows do Canecão (com casa lotada diariamente), Roberto começou a mostrar que pode igualmente cantar em inglês com a mesma força interpretativa: canções dos áureos tempos do rock and roll, até a difícil “McArthur´s Park” são facilmente assimiladas e transmitidas por esse talento incomparável – recentemente no Madison Square Garden para uma plateia de milhares de latino-americanos e novaiorquinos, Roberto sentiu de perto todo o calor da sua enorme popularidade: aplaudido de pé, ovacionado já, merecidamente como um dos grandes fenômenos da comunicação dos nossos dias.

Já são quinze anos de carreira, mais de uma dezena de elepês editados, em italiano, castelhano e naturalmente em português, é uma bagagem musical de quase uma centena de compactos duplos e simples espalhados pelo mundo – da inocência do “Brucutú”, da juventude do “Calhambeque”... das letras mais fortes e intimistas como a genial “Detalhes” e “As Flores Do Jardim Da Nossa Casa”, Roberto consegue dentro de sua eterna humildade, ser o cantor de todas as camadas, de atingir fundo com o lirismo da sua voz a moços e velhos: um talento completo!

Os discos de Roberto, os novos e agora principalmente os antigos, crescem de importância, e são avidamente disputados pelos seus fãs sequiosos em completar a coleção, muitas das músicas foram editadas na série “As 14 Mais” e saíram de catálogos, outras colocadas simplesmente em compactos confundiram-se com os elepês de fim de ano ou foram esquecidas nos lados B das gravações de maior força popular... Na verdade sem essas músicas, todas altamente significativas e muito bem gravadas, a história discográfica de Roberto carlos não estaria completa – nenhuma delas foi transformada em disco de maneira superficial; como sempre, Roberto teve um motivo forte para gravar cada uma: foi assim que ele sempre dirigiu o seu trabalho, com amor, carinho conhecendo enfim cada um dos autores das músicas que interpreta: elas fazem parte do passado musical de Roberto, merecem como agora um lugar de destaque num mesmo disco, enumeradas pela primeira vez num mesmo elepê – elas não são antigas nem novas, são e serão eternas e pra cada uma delas, Roberto tem uma lembrança, uma justificativa para lembrá-las, uma palavra de carinho e como sempre com muita emoção e sinceridade: é ele quem as recorda agora:

“Canzone Per Te” que abre o disco, “é uma das músicas mais importantes na minha carreira, porque ela representou um momento muito especial para mim, que foi o Festival de San Remo – “Canzone Per Te” de Sergio Endrigo foi realmente uma coisa muito importante na minha vida”.

A respeito de “Eu Daria A Minha Vida”, Roberto assim a relembrou: - “Na época da Jovem Guarda apareceu uma menina, com uma vozinha doce e que se chamava Martinha, e não sei porque numa brincadeira nós chamamos a Martinha de “Queijinho De Minas”, e engraçado é que o público e a própria Martinha assumiu isso, falamos o apelido no ar e ficou “Queijinho de Minas” para Martinha... – Logo que ela gravou o disquinho dela, ela fez uma música intitulada “Eu Daria A Minha Vida” e eu gravei – inclusive essa música foi muito bem e não só no Brasil mas também no Exterior – eu a gravei também em castelhano”. – “Maria, Carnaval e Cinzas foi no Festival da RECORD  e foi escrita por Luiz Carlos Paraná, inclusive já falecido... ele me levou essa música e ela se adaptou ao meu estilo, e eu a defendi no Festival”.

Luiz Fabiano escreveu “Você Me Pediu” – música que Roberto ouviu, gostou e imediatamente a gravou  - música simples ao gosto da época.

“Com Muito Amor E Carinho” de Eduardo Araújo e Chil Debert é outra canção bastante romântica, mas que na época foi totalmente abafada pela força de execução nas rádios, de “Eu Te Amo, Eu Te Amo” colocado no lado A do disco. Gravada em 1969 no Vol XXI da série “As 14 Mais” – é uma canção atual no seu tema de nela a voz de Roberto rende admiravelmente.

De acordo com Roberto, “Sonho Lindo” é uma das canções mais bonitas por ele gravada, e uma das canções que mais dá margem ao cantor de tirar partido da interpretação, é segundo RC, - “uma das músicas mais bonitas do meu repertório”.

“Un Gatto Nel Blu” marcou a volta de Roberto Carlos ao Festival de San Reno – interessante é que no Festival propriamente ela não aconteceu, mas posteriormente estourou em todos os lugares aonde foi lançada: na Espanha principalmente e em toda a América do Sul. “Un Gatto Nel Blu” não venceu o Festival mas nos países em que foi lançada, teve uma reação fantástica.

“O Show Já Terminou” da dupla Roberto e Erasmo, esconde uma historinha particular só agora revelada por RC: - Eu sou fã incondicional de Tony Bennett – quando eu fiz essa música, eu já imaginei inclusive a versão dela em inglês com o Tony Bennett cantando... e comecei a fazer a música especialmente para ele – é lógico que depois eu a cantei do meu jeito... mas ela começou de uma ideia pensada na voz de Tony, que é na minha opinião o maior cantor do mundo”.

Um dos clássicos do nosso cancioneiro, “Ai Que Saudades Da Amélia”, recebeu na voz de Roberto uma interpretação ímpar, que muitos críticos dizem ter sido a definitiva... – “A primeira vez que eu cantei essa música, foi no programa da Elisete Cardoso, e imediatamente senti que podia gravá-la, porque dava bem dentro do meu estilo... interessante, uma música que não era o gênero que eu cantava na época, mas que eu me identificava terrivelmente com ela... – isso foi muito bom pra mim, porque através de “Ai Que Saudade Da Amélia” eu pude mostrar que eu também cantava outras músicas, outras coisas diferentes das da Jovem Guarda...” – “Essa gravação igualmente me abriu a visão para outras músicas do gênero, como veio por ex., “A Deusa Da Minha Rua”.

“Custe O Que Custar” de Edson Ribeiro e Hélio Justo não foi propriamente um estouro de vendas, mas segundo Roberto, - “foi uma música que tocou muito em rádio por muito tempo sem cansar – os autores foram realmente muito felizes”.

Para “Eu Amo Demais”, Roberto sorriu apenas e cantarolou a primeira parte, dizendo: - “É muito bonita, valendo para ela o mesmo comentário da música anterior”.

Na lembrança de “Eu Disse Adeus”, Roberto recordou como fez com Erasmo essa música, como a inspiração partindo de uma simples palavra se transformou numa canção de letra triste, mas profundamente simples e de rara beleza: - “Eu Disse Adeus” é uma música de fossa incrível...- “talvez num estado de espírito tenha surgido a frase... mas na realidade essa música representa um estado de espírito mas não a realidade de um momento...” – eu estava triste, imaginei aquela frase e continuei imaginando a situação de quem estivesse dizendo realmente adeus ou quem havia dito adeus... a música nasceu assim, inclusive eu me lembro que ela começou na casa do Erasmo; eu estava na casa dele aguardando que ele chegasse quando ela nasceu... – depois, ao invés de continuarmos a música que tínhamos começado, que era “Se Você Pensa”, acabamos trabalhando a nova que surgia... terminamos no mesmo dia “Se Você Pensa” e somente dois dias após e que voltamos a trabalhar na “Eu Disse Adeus” terminando-a definitivamente.”

Essas são as músicas do disco que agora Discos CBS apresenta aos fãs de Roberto – é acima de tudo um documento importante, um retrato fiel de uma fase notável da vida desse genial intérprete  - é uma oportunidade rara de ter todos os compactos juntos no mesmo disco e diretamente uma homenagem do cantor, através de sua gravadora, em lembrar aqueles outros compositores que acreditaram nele no início entregando as suas melhores músicas para que ele as gravasse... Essas músicas não pertencem ao passado nem ao presente: de San Remo aos tempos da Jovem Guarda elas são e serão sempre integrantes da história musical desse talento completo, dessa força mágica, que se chama Roberto Carlos.

Big Boy


Transcrevi o texto acima da contra capa do disco San Remo que foi lançado em 1976. Fato que fui transportado aos meus primeiros anos escolares, lembrou-me de quando a lição de casa era CÓPIA. Copiar um texto de um livro algo assim. Com a letra feia e toda torta que eu tinha (embora minha letra continue feia até os dias de hoje), na época eu não curtia muito esse tipo de lição. Além do valor nostálgico, fazendo essa postagem, copiando o texto do Big Boy, bateu o orgulho também de digitar olhando o texto que eu estava copiando, me orgulho até hoje de ter feito o curso de datilografia (sim, sou velho, mas tem coisa pior no mundo). Em tempo acho feio pra caramba quando vejo alguém digitar só com dois ou três dedos. Aff...
Resolvi digitar esse texto, pois jamais conseguiria fazer um release como esse e também porque na internet não tem esse texto em lugar nenhum. Os discos internacionais dos Beatles, do Elvis, do Sinatra vinham com resenhas assim. Big Boy foi um dos maiores radialistas do Brasil nos anos 70. Hello Crazy People!!! Assim era a saudação de Big Boy a seus ouvintes. Introduziu uma linguagem nova no rádio brasileiro, foi o primeiro a tocar a Let it Be no rádio no Brasil. Big Boy fez um release fantástico na contra capa desse disco.
No Box Pra Sempre a versão de “Eu Amo Demais” está diferente da que todos conheceram nesse disco. Segundo informações, teria sido um take que Roberto havia gravado mas não tinha gostado o suficiente para colocá-lo no disco. O San Remo bem merecia um volume dois, não exatamente pela temática dos festivais, mas por conter músicas que estão até hoje espalhadas em compactos como “Meu Pequeno  Cachoeiro” com voz e violão, “L´Utima Cosa” que era o lado B do compacto “Canzone Per Te”, “Tudo Que Sonhei”, “Fiquei Tão Triste” entre muitas outras que a gente que “tenta” ser colecionador de discos do Roberto, ficamos correndo atrás até os dias de hoje. Não adianta. Essas músicas não saíram em “elepê”, tampouco saíram em CD, mas estão na internet e o blog Súditos vai fazer uma postagem só sobre esse tema.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Homenagem do Súditos a Elvis Presley




Essa postagem eu preparei para postar em 16 de Agosto, mas não consegui. No último 16 de Agosto completou 40 anos que Elvis Presley faleceu. Curto os dois desde que me conheço por gente. Tenho um blog sobre Elvis também e tento manter a regularidade de um texto por semana. Na minha infância os discos que mais tenho lembrança e que eu ouvia por minha própria iniciativa eram três discos do Elvis: Today de 1975, Elvis By Request Specially For Brazil coletânea brasileira de 1979 e o Welcome To My World de 1977. Do Roberto eu ouvia muito o de 1978, 1969 e o de 1981. Eu pouco sabia sobre Elvis e Roberto na minha infância. Do Elvis eu conhecia os discos que tinha, vez ou outra devo ter visto na TV, mas até assistir o Elvis É Assim pouca coisa havia visto dele. O Roberto eu conhecia porque me lembro de assistir aos seus especiais de fim de ano. Anos depois (estudando) a biografia e analisando a carreira dos dois, pude constatar várias conexões entre os dois, mesmo sem eles nunca terem se encontrado pessoalmente, pelo menos até onde se sabe.
A primeira conexão vem ainda no começo da carreira do Roberto, quando Carlos Imperial com seu Clube do Rock o chamava de Elvis Presley brasileiro. Roberto conheceu Erasmo no momento da história quando precisava da letra de Hound Dog. Erasmo, que colecionava tudo sobre rock e fã de Elvis tinha a letra.
Até hoje os dois são chamados de reis pelos seus fãs. E ambos não se consideram reis, mas aceitam o título com muito amor e carinho.
No início da carreira, ainda em seu segundo LP “Splish Splash”, Roberto já gravara “Professor De Amor” versão para “I Gotta Know” que também tinha sido gravada por Cliff Richard em Setembro de 1959 e por Elvis em Abril de 1960. A canção “Preciso Lhe Encontrar” do disco de 1970, lembra um pouco a “Edge Of Reality” do Elvis de 1968 do filme “Live A Little, Love A Little”. Um pouco mais tarde em 1973 em “Proposta” noto certa semelhança com a introdução da versão ao vivo de “It´s Impossible”.
Em 1977 a Edição Especial da revista Sétimo Céu sobre Elvis Presley o texto de abertura é do Roberto Carlos. Ainda no especial de fim de ano de 1977, Roberto junto com Erasmo, vestidos com as roupas que lembram muito as jumpsuits usadas por Elvis em seus shows, cantam um medley com as canções imortalizadas na voz do eterno rei do rock.


 
Roberto, assim como Elvis fez filmes para o cinema. Mais especificamente no primeiro “Ritmo de Aventura” e no segundo “Diamante Cor De Rosa” há cenas de barco assim como nos filmes “Girls Girls Girls”, “Easy Come, Easy Go” do Elvis. Também no terceiro filme “300 Km Por Hora” o tema do filme é carro de corrida, assim como nos filmes “Spinout”, “Speedyway” do Elvis.
No disco de 1984 do Roberto gravou a canção “Cartas De Amor” versão para “Love Letters” gravada por Elvis. E o maior sucesso desse mesmo disco foi “Caminhoneiro”, que tem certa semelhança com “Gentle Of My Mind”, não deixa de ser uma versão.
Assim como Elvis, Roberto tem uma sonoridade própria. Elvis tinha no palco a TCB Band, os mesmos músicos que o acompanhavam, mais precisamente na década de 70 quando voltou aos palcos. Roberto também no palco tem a sua banda a RC9.
Em 2005 Roberto grava a canção “Loving You”. No especial de fim de ano, antes de cantar a música ao vivo ele fala sobre o filme de mesmo nome. Além dessas conexões, é importante ressaltar que Elvis e Roberto cantaram sempre o amor em 99% de seus respectivos repertórios. Na questão de letras, também sempre cantaram se estivessem de acordo com a letra. Ambos gravaram canções religiosas. Não sei ao certo se consegui lembrar de tudo que envolve a conexão Elvis e Roberto, mas essas são as que mais me surpreenderam quando comecei a pensar na vida e obra dos dois.