segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Roberto Carlos - Fora de Catálogo (Parte 2)



Dando sequência na postagem anterior sobre as músicas que ficaram só em compactos.
Vídeo produzido pelo amigo e colecionador Leandro.

Compilação criada com base nas músicas fora de catálogo atualmente e outras no tempo do vinil. A música Tudo que Sonhei, saiu do compacto 33.475 Mono lançado em 1967, tendo algumas diferenças na harmonia se comparado aos lp das 14 mais vol. 19 de 1967. Ai que Saudades da Améila e Maria Carnaval e Cinzas saíram do compacto 33.526 Mono lançado em 1967. Eu Daria a Minha Vida e Fiquei Tão Triste saíram do compacto 33.523 Mono lançado 1967. L'ultima Cosa saiu do compacto 33.536 Mono lançado em 1968. Com Muito Amor e Carinho saiu do compacto 33.574 Mono lançado em 1968. Você Me Pediu saiu do lp As 14 Mais vol. 22 de 1968 nº 37.568, lançado em Mono no final de 1968. Eu Amo Demais saiu do compacto Roberto Carlos De Hoje e De Ontem, lançado em 1968 nº GP 868. Nessa versão, a música possui diferenças na equalização e harmonia, se comparado ao lp das 14 mais do mesmo ano. Custe o que Custar e eu Disse Adeus saíram do Lp As 14 Mais vol 23 nº 37.617 de 1969 Mono (fotos meramente ilustrativas). A Palavra Adeus saiu do lp As 14 Mais vol. 24 nº 37.669 Mono de 1970 ( a versão em compacto possui variação de pitch).Meu Pequeno Cachoeiro saiu do compacto 56.411 Mono de 1971 (essa versão se difere da versão lançada no LP de 1970, Roberto canta apenas com o acompanhamento de um violão).

Ps: Compilação 90% de vinil, sendo o áudio limpo conforme o estado de cada fonte original. No geral a limpeza seja em um nível satisfatório, priorizando sempre a qualidade do áudio.

01 Tudo que Sonhei - 00:00
02 Ai que Saudades da Amélia - 03:04
03 Maria Carnaval e Cinzas - 06:08
04 Eu Daria a Minha Vida - 09:19
05 Fiquei Tão Triste - 13: 03
06 L'ultima Cosa - 15:33
07 Com Muito Amor e Carinho - 18:40
08 Você Me Pediu - 21:54
09 Eu Amo Demais - 25:11
10 Custe o Que Custar - 28:22
11 Eu Disse Adeus - 31:22
12 A Palavra Adeus - 34:21
13 Meu Pequeno Cachoeiro (Voz e Violão) - 37:26

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Roberto Carlos - Fora de Catálogo (Parte 1)


Em Agosto do ano passado, eu postei sobre o disco San Remo. Uma coletânea de músicas que haviam ficado esquecidas em compactos e não entraram para os LPs até 1976 quando o San Remo foi lançado. Agora as músicas que não entraram para o San Remo, essas sim, não entraram nos LPs, não entraram para os Boxes Pra Sempre.
Entendemos que com a indústria fonográfica falida, as reedições acabam não saindo. Mas que a obra do Roberto merecia ser replanejada, pois tem muita música que só ficou em compacto, existem muitos detalhes das gravações que gostaríamos de saber. Os Beatles quando lançaram o primeiro disco Live At BBC, vinha com um livreto no CD duplo com detalhes das gravações.
As postagens da série Fora de Catálogo estarão divididas em duas partes. Deixo aqui o meu agradecimento ao amigo e colecionador Leandro que produziu dois vídeos com o que existe de gravações do Roberto Fora de Catálogo. Os comentários a partir de agora são do próprio Leandro. Além dos vídeos sobre a obra Fora de Catálogo do Roberto, em seu canal o Leandro tem muitos e muitos vídeos sobre Roberto, Jovem Guarda vale apena conferir

Compilação criada com base nas músicas fora de catálogo atualmente e outras no tempo do vinil. As músicas João e Maria e Fora do Tom foram extraídas do compacto relançado em 1968 do 78 rpm original de 1959. Canção do Amor Nenhum e Brotinho Sem juízo são faixas que um dos administradores do Clube do Rei (Jotaefe) me cedeu há algum tempo. Fim de Amor de amor saiu de uma edição dos anos 2000 do Louco Por Você e Malena saiu do compacto relançado entre 69/71. Susie foi gravada do 78 rpm original cedida pelo Jotaefe, Triste e Abandonado saiu do compacto relançado entre 69/71. Na Lua ão Há saiu do compacto da revista Sétimo Céu, edição Sonora em 1968. Nessa versão em vinil, a música não possui a introdução espacial. Um Leão Está Solto Nas Ruas saiu do LP Mono de 1964, ou seja, possui o rugido do leão que na versão Stereo foi retirado da música, vale o mesmo para O Calhambeque, versão Mono com o barulho da buzina. Em Os Sete Cabeludos a versão Mono começa com um barulho de uma briga, na versão em Stereo esse efeito sonoro foi removido.

Ps: Compilação 90% de vinil, sendo o áudio limpo conforme o estado de cada fonte original. No geral a limpeza seja em um nível satisfatório, priorizando sempre a qualidade do áudio.

01 João e Maria (1959)- 
00:00
02 Fora do Tom (1959) - 
02:58
03 Canção do Amor Nenhum (1960) - 
05:28
04 Brotinho Sem Juízo (1960) - 
08:42
05 Fim de Amor (1962) - 
11:16
06 Malena(1962) - 
14:05
07 Susie (1962) - 
16:42
08 Triste e Abandonado (1962) - 
18:55
09 Na Lua Não Há (1963) - 
22:07
10 Um Leão Está Solta Nas Ruas (1964)- 
24:26
11 O Calhambeque (1964) - 
26:27
12 OS Sete Cabeludos (1965) - 
28:51


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

LP Louco Por Você (por Nando Carlos)


Pedi permissão ao amigo Nando (já fizemos uma postagem aqui com ele mostrando sua coleção) para postarmos aqui o vídeo dele falando comentando o primeiro disco do Roberto, o disco "Louco Por Você". O Nando é fã e colecionador da obra do Roberto.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Feliz 2018!!!


O Blog Súditos RC deseja a todos os visitantes, leitores e colaboradores um Feliz 2018 e que este venha cheio de muita paz, muita saúde, muito amor e muito Roberto Carlos para todo mundo. 2017 foi um ano legal onde tivemos o CD no meio do ano com as novas canções Sereia e Chegaste, a notícia de um novo disco em espanhol que sairá, pelas minhas contas ainda no primeiro semestre, CD do qual já conhecemos uma música nova “Que Yo Te Vea”, música que ficou de fora do especial de fim de ano, pois há um vídeo no you tube onde mostra que ela foi apresentada... No ano passado retomei meu trabalho aqui no blog e postei mais alguns discos que faltavam, nesse primeiro semestre eu termino esse trabalho começado em 2011. Terminando de falar dos discos gravados em português, com certeza será necessário falar de alguns compactos também, principalmente daqueles que tem músicas que não saíram nos LPs oficiais. Aos poucos vamos sempre falando da obra do Roberto que é tão extensa e tão rica em detalhes. O blog Súditos RC também está com suas portas abertas para quem quiser falar algo ou sobre sua coleção do Roberto, ou sobre ser fã desse ícone brasileiro.

Um Feliz Ano Novo e “como diria o Roberto”, “... que Deus abençoe a todos!”

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Robert Moura - De Tanto Amor(RC e Erasmo Carlos)/Como É Grande O Meu Amor Por Você (Roberto Carlos)


É com grande alegria que posto esse vídeo hoje. O nosso amigo do blog, meu amigo pessoal de Belo Horizonte, Robert Moura em "O Último Poema" (Recital de Formatura do curso de bacharelado em Música da UEMG).

Gravado no dia 19 de Junho de 2017 no Conservatório da UFMG - BH/MG

O Robert tive o prazer de conhecer ainda no orkut, em uma das comunidades sobre os discos do Roberto que eu tinha montado. Na época eu tinha montado uma comunidade para cada disco que eu mais gostava.
Quando o Robert veio a SP um pouco antes da turnê do Paul McCartney, nos encontramos e conversamos bastante.
O vídeo tá de parabéns, irmão. A música tá de parabéns.
Sucesso sempre, irmão.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Que Yo Te Vea - Lançamento 15 de Dezembro de 2017



A resenha abaixo foi feita pelo amigo Marlos.

Lançada hoje (Sexta, 15/12/17), música nova, inédita, do rei!
"QUE YO TE VEA" é a primeira música de trabalho do novo álbum de Roberto Carlos, totalmente em espanhol, que será lançado nos primeiros meses de 2018.

Confesso que, pelo menos logo assim de imediato, não curti muito não... O ritmo "latino", que se assemelha um pouco com o de "Mulher Pequena", não me soa muito a cara do Roberto (isso na minha opinião particular), e um detalhe da sonoridade do arranjo me causou estranheza: A ausência completa de cordas (violinos), nem mesmo sintéticas, de teclado! Roberto sempre coloca arranjo de cordas em tudo (Até o forró, o rap, o pagode e o reggae do Roberto têm violinos, nem que sejam teclados com som de violinos!!) e aqui Roberto canta apenas sobre uma base de bateria, baixo e violões, com um teclado fazendo apenas "pads" (uma espécie de "cama", com um som grave e suave, que sustenta o fundo da música com acordes cheios, dando "liga" à música). A estranheza que me causou de impacto pode ser que seja diluída à medida que me acostumar com a música. Não é ruim. Só não correspondeu à minha expectativa quanto a esse lançamento, que era muito grande. Desde ontem, já está tocando na novela "O Outro Lado do Paraíso".

Em termos de voz, apesar de ser possível perceber a mudança que a idade já tratou de fazer na sua tessitura vocal, Roberto está cantando com uma qualidade técnica impecável! Não apenas em termos de afinação, no que Roberto pode se dar à dignidade de não depender de Auto-Tune nem Melodyne pra nada, mas também não deixou a peteca cair em termos de sensibilidade na emissão e também na dicção!

Bom... Mesmo eu não tendo ficado assim tão fã dessa música... É música nova do Rei, né? Isso, por si só, já tem sua importância e vale a postagem! hehehe

Marlos Chambela

A música já se encontra disponível nas plataformas digitais.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Roberto Carlos Narra Pedro e o Lobo (1970)


A resenha abaixo eu copiei diretamente da contra capa do meu vinil "Roberto Carlos Narra Pedro e o Lobo". Esse disco eu nunca tinha visto, nem sabia da existência dele. Pois nos anos 80 e 90 esse disco estava fora de catálogo e não se via nas lojas. Fui conhecer apenas nos anos 2000 através de uma comunidade no orkut. Alguns anos depois consegui em vinil. 

Segue a resenha da contra-capa


Pedro E O Lobo, Op. 67
Serge Prokofiev
New York Philharmonic
Leonard Bernstein, Regente
Narração de Roberto Carlos

Rossini: Semiramis
Weber: Oberon (Ouverture)

A ideia de uma nova apresentação de PEDRO E O LOBO, de Prokofiev, com a ORQUESTRA SINFONICA BRASILEIRA, surgiu em fins de 1968. Numa conversa com o Maestro ELEAZAR DE CARVALHO fui convidado, como tantas outras vezes, para fazer a parte do narrador solista. Diversos compromissos assumidos anteriormente impediram-me, no entanto, de aceitar o convite. O Maestro perguntou-me, então, quem eu sugeriria para substituir-me.

- Roberto Carlos, o cantor – foi a primeira resposta imediata e sem vacilação – e o maestro aceitou incontinenti.

Para aqueles que não conhecem bem o maestro, poderia parecer algo estranho a pronta aquilescência – e até o entusiasmo – com quem recebeu a sugestão. Não o era, todavia, para mim e para alguns outros. ROBERTO CARLOS é uma pessoa que procura sempre a perfeição no que faz, mesmo que, por vezes à custa de repetições que seriam cansativas para outros, mas não para ele. O maestro Eleazar de Carvalho sabia disso e o admirava.

A apresentação não veio na data prevista e sim quase um ano depois, na Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro. Foi um êxito completo – do solista, do maestro, da orquestra... e de público.

E a sugestão inicial continuou a render frutos: por que não gravar PEDRO E O LOBO com ROBERTO CARLOS como narrador? Ele é artista exclusivo da CBS, a NEW YORK PHILARMONIC também.

O resultado aí está: um PEDRO E O LOBO da melhor qualidade, com BERNSTEIN repetindo a performance a que já nos acostumou e ROBERTO CARLOS enveredando por um outro ( e novo) caminho musical.

Em Pedro E O Lobo, a intenção primitiva de Prokofiev era criar um veículo através do qual os jovens pudessem acostumar-se com os nomes e os sons dos vários instrumentos de uma orquestra sinfônica. Assim ele identifica cada instrumento com os caracteres de sua narrativa. Depois a associação do personagem com o instrumento torna-se fácil.

Prokofiev sabia usar a dissonância como poucos. Entretanto, em Pedro E O Lobo, o compositor russo evitou o uso excessivo de dissonâncias. Quando a tensão harmônica é usada na obra, é sempre de um modo ilustrativo, para um efeito dramático. Nota-se também, a ausência do humor cáustico que constituía uma das famosas características de Prokofiev. A sua mestria na manipulação dos temas é amplamente demonstrada no final da obra, quando ele funde todos os motivos independentes em uma unidade na marcha triunfal final.

Embora pareça fácil ao ouvido, Pedro E O Lobo não é tão simples para solistas, orquestra e regente. É preciso uma identificação ampla com o material sonoro e uma unidade total entre equilíbrio da massa orquestral e cada um dos seus integrantes. Embora o autor conceda completa liberdade ao narrador no que tange às inflexões e à forma como conduzir a narrativa, orienta-o contudo, no tempo e andamento e até na divisão silábica.

O texto, nessa versão, é absolutamente original, sem qualquer concessão ao gosto por vezes duvidoso e sempre anti-musical de alguns. E Roberto Carlos o diz tranquilo e seguro. Ele sabe o que quer e o que faz. E sempre o faz bem.

***

Gioacchino Rossini alcançou seu primeiro sucesso em 1813 com a ópera TANCREDI, que foi encenada quase que em todo o mundo em menos de quatro anos de sua première. Depois Rossini viajou para Viena e Londres, onde era sempre recebido com entusiasmo pelos eruditos e pelo povo. De Londres foi para Paris, onde ocupou o cargo de diretor do Théatre dês Italiens.

Rossini escreveu 36 óperas, abriu novas perspectivas para a música operística italiana e destruiu algumas de suas piores convenções. As suas ouvertures, todas de excelente qualidade, não tem relação especial com a música da ópera ou com a história. São famosas as aberturas Guilherme Tell, O Barbeiro de Sevilha, A Escada de Seda, A Italiana na Argel e Semiramis, incluída neste disco.

***

Em 1824, Weber foi comissionado para escrever uma ópera para o Convent Garden, de Londres. Weber optou por Oberon, um dos três personagens (com Titania e Puck) do “Sonho De Uma Noite de Verão”. Ainda que uma ou duas árias da ópera sejam frequentemente ouvidas (como a Ária do soprano “Ocean, thou Mighty Monster” e a Ária de Houn, amas do 2º ato), o trecho mais famoso da obra é a Abertura, apresentada como peça de concerto e parte permanente do repertório da Orquestra Filarmônica de Nova York.

Paulo Santos A.S.D.J.

Paulo Santos, considerado um dos maiores narradores do Brasil, tem sido, nessa especialidade, um assíduo colaborador do Maestro Eleazar de Carvalho em programas e concertos. É detentor do troféu “Obelisco”, outorgado pelo Sindicato dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro; do “Prêmio Chagas Freitas”, do “Prêmio Roquette Pinto”, da “Medalha do Cinquentenário do Teatro Municipal”, do “Disco de Ouro” (por duas vezes) e do “Golden Award”, da “American Society of Disc-Jockeys”, entre outras distinções. É um dos mais famosos críticos de jazz do Brasil e responsável pelos grandes concertos jazzísticos realizados no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.